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Chichén ItzáMéxico – Riviera Maya

Não há duas sem três, mais uma vez o destino foi um dos países do Golfo do México. Destino Riviera Maya, província de Yucatan, sul do México.

Se nas anteriores viagens o objectivo era descansar e aproveitar ao máximo as águas quentes e sol das Caraíbas, no fundo cultura da areia, desta vez resolvi ir conhecer um pouco mais sobre a cultura “Maya”.

Como na anterior viagem a chuva resolveu aparecer em força, o que limitou um pouco, no entanto desta vez os furacões não apareceram.

Já em termos de formalidades no aeroporto as coisas complicaram novamente. O controlo à chegada é apertado e passa por uma revista aleatória das bagagens. Nem uma simples maçã teve autorização de entrada. Formulários e formulários a preencher… enfim burocracias a mais, após 15 horas entre Lisboa e Cancun, das quais 3 horas foram passadas numa escala imprevista em Punta Cana.

Desta vez antes de partir resolvi efectuar uma pesquisa sobre aquilo que queria visitar (http://www.locogringo.com). Mas como o tempo não dava para fazer todas as visitas pretendidas e o preço não convida a grandes excessos, optei por visitar os seguintes sítios:

Chichén Itzá - a mais famosa Cidade Templo Maia, funcionou como centro político e económico da civilização Maia. Donde se destaca a pirâmide de Kukulkan (pirâmide é um dos monumentos concorrentes ás 7 maravilhas do mundo), a Praça das Mil Colunas, o Observatório e o Campo de Jogo da Bola, onde o vencedor tinha como prémio a decapitação (mesmo com este prémio, a luta pela vitória era intensa). O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "à beira do poço do povo Itza”. O poço era utilizado para sacrifícios humanos muito “populares” nesta civilização.

TulumTulum - Ao contrário das ruínas de Chichén Itzá, as mesmas impressionam mais pela beleza do local do que pela dimensão. Tratam-se das únicas ruínas junto ao mar. Se no caso de Chichén Itza era ruínas com forte conotação religiosa, estas vieram provar que o povo Maia já efectuava trocas comerciais através do mar.

Xel-há – É um parque natural para quem gosta de fazer snorkeling. A província de Yucatan é uma zona com muitos rios subterrâneos (aliás o maior rio subterrâneo do mundo fica nesta província mexicana) e este parque fica na zona onde um desses rios aflora e desagua no mar. Como tal nota-se ali uma zona de mistura da água quente e salgada do mar com a água doce e fria dos rios subterrâneos, habitad ideal para muita variedade de fauna e flora marinha. Raias, Peixe atum, Peixe palhaço, Tartarugas e outros bichos cujo nome não sei, podem ali ser encontrados. Para além da riqueza natural submersa tive a oportunidade de andar no interior de uma selva autêntica. Desaconselhável para quem tem medo de Iguanas.

Segundo o que o guia me disse foram ali gravadas algumas cenas do filme “Lagoa Azul” (na República Dominicana foi-me dito o mesmo, agora quem fala a verdade não sei) e o anúncio para a nossa Expo 98 (vendo o peixe que me venderam a mim).


O Hotel escolhido foi o Bahia Princípe e tal como o da Republica Dominicana é excepcional. Aconselho a quem vai para esta zona a ir com o Tudo incluído, aliás salvo erro a maioria dos hotéis desta zona funciona basicamente neste sistema. Para vos dar um termo de comparação, o resort ocupava uma área muito idêntica à área de Assentis. No primeiro dia consegui perder-me lá umas 5 vezes. O que vale é que tinha um sistema de transportes muito bom. Bons quartos, bons restaurantes, boa praia, boas piscinas e jardins lindíssimos, enfim recomendo. Aqui para além de relax, ainda fiz o baptismo de mergulho na piscina, infelizmente não fui fazer ao mar por falta de tempo (€). Desta vez levei o material necessário para fazer snorkeling (barbatanas, máscara e tubo), e ainda bem que o fiz, porque a poucos metros da costa tive o prazer de nadar na zona dos corais.
Simplesmente fantástico!

Dicas para quem queira viajar para esta zona:

- Levar um bom repelente de mosquitos
- Bom protector solar, se bem que em alguns sítios terá de utilizar um biodegradável, em Xel-há por exemplo deixamos os nossos frascos de protector e em troca recebemos umas saquetas de protector solar biodegradável, no final devolvem-nos o nosso.
- Para além dos três sitos que visitei, aconselho em alternativa Xcaret (outro parque natural) e as ruínas de Coba. - Paciência para aguentar no mínimo 9 horas de voo.
- Uma máquina fotográfica com bastante memória e uma outra com possibilidade de tirar algumas fotos subaquáticas.
- Estar preparado para lhe ser oferecido tequila de minuto em minuto. O remédio universal da zona.

 
Fotos e texto de Rui Seguro