Partinha de Experiências
 
Brasil - Manaus - Ariaú
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A natureza no seu melhor.

Antes de começar gostaria de vos dizer que o sentimento que me acompanhou durante toda a estadia em Ariaú, foi o de que todos vocês deveriam ter a oportunidade de lá estar. Não existe outra forma de se obter todas as sensações que um local como Ariaú nos pode dar.

Apesar disso, aqui fica o que consegui trazer na bagagem pedindo desde já desculpas pela falta de detalhes técnicos que me foram dados durante as visitas guiadas mas que, por terem sido tantos, não os consegui absorver.

Dantes sentia muita curiosidade em saber mais sobre a Amazónia, agora tornou-se uma prioridade procurar ler tudo sobre este magnífico recanto do nosso planeta. Essa pesquisa vai levar algum tempo mas vai ser necessária para vos dar alguns pormenores que me pareceram mais interessantes.

O que é Ariaú, como nasceu e onde fica.
Ariaú é um Hotel único, que nasceu de uma ideia lançada pelo explorador Jacques Cousteau e implementada em 1987, pelo empresário e advogado, Francisco Ritta Bernardino. O Hotel fica bem no meio da selva Amazónica, a 60km de Manaus, entre dois rios (rio Negro e rio Páraná). Parte do hotel (as suites Tarzan), está instalado no topo das árvores e todos os caminhos (mais de 8kms de passadeiras) que interligam a vasta estrutura, estão suspensos ou assentes em estacas. Os rios que ladeiam o Hotel, pelo menos nesta altura do ano, alagam por completo toda a zona onde se encontra o hotel e muitos mais km2 em volta pelo que nunca chegamos a tocar terra firme.


Vista de Ariaú do lado do Rio Negro, por onde se chega vindo de Manaus.

Como é que se chega a Ariaú.

Para se chegar a Ariaú. só de barco ou de Helicoptero a partir de Manaus. Nós ficámos uma noite no Hotel Tropical (altamente recomendado, de longe o melhor de Manaus) onde apanhámos o barco de Ariaú que precisou de 2h30 para subir os 60kms do Rio Negro até ao nosso destino.  
<- Barco do Hotel Ariaú atracado no Hotel Tropical, à minha espera para partir.
Apesar da viagem ser de 2h30, estas passam-se bem pois a vista é agradável e o guia vai-nos contando algumas histórias interessantes sobre o gigante Rio Negro, um afluente do Rio Amazonas.
<- Hotel Tropical.
Um hotel que até têm um Zoo lá dentro. Enormes corredores, com muitas e magnificas aplicações em madeira (penso que seria mogno).
 

Hotel Tropical. A piscina até faz ondas.
Estavam a montar um enorme palco em frente a uma das piscinas mas infelizmente o espectáculo era no sábado e eu saí na 6ªf. Azar!. ->

O Rio Negro
Durante a viagem, um guia apresentou-nos o "Rio Mar", nome pelo qual também é conhecido o Rio Negro, tal é a sua largura que por vezes temos a sensação de estar no mar. Coincidência, ou talvez não, um rio que percorre 1700 kms, apresenta junto do Hotel Ariaú a sua maior lagura, 26kms e menor 2kms.

Este enorme rio apresenta algumas particularidades interessante e que de certa condicionam e definem as condições de vida à sua volta.
A cor das suas águas parece chá, o que, segundo nos explicaram, se fica a dever a ao facto de a sua corrente ser muito fraca o que faz com que a temperatura da água seja muito alta. Como o rio inunda uma imensa área de densa floresta (pelo menos durante o periodo das cheias), caem muitas folhas à água que devido à temperatura da mesma fazem o efeito de chá. Esta situação explica a elevada acidez das águas que por sua vez afecta profundamente a vida de animais terrestres e aquáticos.
 

O Rio Negro em Manaus, poucos Kms antes do famoso Encontro das Águas, altura em que encontra o Rio Solimões para formar o Rio Amazonas. ->

<- Anavilhanas, o maior arquipélago fluvial do mundo, consegue-se avistar de Ariaú

  A reduzida quantidade de caça, em termos comparativos com outras regiões vizinhas, explica a baixa densidade populacional e pequeno impacto da interferência humana nesta região da vasta Amazónia.
O Rio Negro nasce na Colômbia e termina em Manaus quando encontra o Rio Solimões para darem origem ao famoso Rio Amozonas. Este apresenta características opostas ao Rio Negro, ou seja uma forte corrente, temperatura de água mais baixa e cor barrenta. As diferenças entre este dois rios faz com que as águas percorram vários kms lado a lado até se juntarem. Este fenómeno é conhecido por "Encontro das Águas" e não deve ser perdido por quem vai a Manaus (infelizmente aconteceu comigo).
Só mais umas curiosidades sobre este rio que me deixou de veras impressionado. Diz Drauzio Varela, alguém que nos últimos 10 anos já fez mais de 50 expedições ao Rio Negro, que este rio é um dos 3 maiores do mundo, o fluxo de água que passa pelo seu leito é maior que o de todos os rios da Europa juntos. Têm mais de 1000 ilhas e dois enormes arquipélagos, o Mariuá e o Anavilhanas (que se avista de Ariaú) e que é o maior arquipélago fluvial do mundo.  

O bonito nascer do sol no Rio Negro. ->

Ariaú. Infraestruturas e Ambiente

As infaestruturas do Hotel Ariaú extende-se por uma vasta área inundada pelo Rio Negro, o que implica que todo o Hotel se encontre elevado cerca de 1.5m e 2m (nesta altura do ano) acima do nível das águas. As estruturas dividem-se básicamente em três tipos de construções. As instalações de base (recepção, piscina, bares, lojas, ginásio, campo de futebol 7, sala de video, sala de internet, sala de beleza, posto médico, restaurante, etc), as Torres de quartos (com várias dezenas de quartos em cada torre) e as suites Tarzan construidas na copas das árvores.

Uma suite Casa do Trazan, instalada na copa de uma árvore
 

Vista das unidades principais do hotel. Na torre da direita funcionam a recepção, o restaurante e um museu. Na área coberta que se pode ver no centro da imagem funcionam as várias unidades comuns como, bares, ginásio, lojas, internet, etc.
     
  A interligação entre as várias unidades é feita por passadeiras que existem a dois níveis, o mais baixo nesta altura do ano a cerca de 1.5m do nível das águas e o mais elevado a cerca de 10m do nível das águas. A distância total de passadeiras é superior a 8kms.

^Vista do cais do Hotel e zona central que dá acesso às unidades comuns (pequena piscina, bares, lojas, restaurante, etc)
     


Zona coberta onde fica a sala de internet, lojas, sala de projecção de filmes, posto médico, ginásio, salão de beleza, museu e um bar.
     
A quantidade e imponência das árvores bem como a água que nos rodeia cria um ambiente que nos faz sentir em verdadeira comunhão com a natureza. Existem dezenas de recantos com bancos ou redes que nos convidam a descansar e disfrutar de uma natureza que se nos apresenta ali tão próxima e saudável.
 

Ariaú. O Restaurante


A banana frita é excelente
O Restaurante de Ariaú, apesar de não fora de série, têm um serviço bastante bom e podemos dizer que se come bem.
Ao pequeno almoço temos vários sumos naturais (sucos no Brasil) à nossa escolha, ovos de várias maneiras, frutas tropicais, alguns fritos e muita variedade de banana frita.

Surubim, um peixe enorme que, para caber na travessa têm que ser partido em dois.

Sortido de sumos de frutos tropicias ao pequeno almoço
Ao almoço e jantar existem sempre mais que um prato de carne e peixe à nossa disposição. A sopa da Piranha é feita na refeição a seguir à nossa ida à pesca e com as Piranhas que apanhámos. O peixe em si têm muito pouco que comer mas dá um sabor gostoso ao caldo.

Sopa de Piranha, pecada por nós

Ariaú. Os quartos

Os quartos standard pareceram-me agradáveis, embora apenas os tenha visto a partir de uma porta entre-aberta. Os quartos estão distruibuidos pelas várias torres e o seu acesso é sempre feito a partir do centro da torre.

Ariaú. As suites Tarzan
A Casa do Tarzan é nome que é dados aos quartos que ficam em cima das copas das árvores. Existem 9 Casas do Tarzan com nomes ligados à imprensa, "Folha de São Paulo", "Cara", etc..
     
 
As Casas de Tarzan estão extramente bem equipadas: Ar condicionado (quase imprescindivel), televisão (via satélite), mini-bar, fax, PC (com acesso internet), casa-banho com jacuzzi, etc.
 
Os programas guiados
Em Ariaú não existem tempo mortos. Apesar de o local convidar ao descanso, meditação, leitura, etc, torna-se dificíl fazer qualquer uma destas coisas, visto existirem programas guiados de manhã, à tarde e à noite. Entre eles sobram no máximo duas horas e uma refeição por tomar.
Quando chegamos ao Hotel é-nos apresentado um guia que nos vai acompanhar durante toda a estadia, inclusivé durante as refeições onde o nome do mesmo identifica a mesa em que ficamos.

O passeio de reconhecimento

Todos os passeios têm em comum a saída em canoa motorozida. No passeio de reconhecimento são-nos apresentados enúmeros pormenores que normalmente nos passariam despercebidos.
A perfundidade das águas ao longo do ano, a idade e nome das árvores, a fauna, etc., são alguns dos muitos permonenores que nos são revelados por alguém profundamente conhecedor do que está a falar. Neste passeio não existem pressas, as paragens e explicações são constantes e profundamente enriquecedoras. No nosso caso este não foi o primeiro passeio e foi impressionante a quantidade de pormenores que nos haviam escapado quando a quando de anteriores passagens nos mesmos locais.

Mercado ambulante.Esta casa-barco, funciona como mercado que se vai deslocando ao encontro das aldeias.
     

A calma e beleza das paisagens impressiona.
 

Uma das muitas paragens para que possamos observar com atenção e prazer toda a beleza que nos rodeia.

A pesca da Piranha

Sorte de principiante
Um dos passeios que aguardado com mais expectativa e curiosiade é o das pesca da Piranha. Seria dificil de imaginar a faciliadade com que se pesca esse assustador peixe. Eu, que nunca tinha pescado antes, não demorei mais de 10 segundos para pescar a primeira Piranha do dia. Verdade seja dita que também não voltei a conseguir pescar mais nenhuma. Duas horas depois tinhamos pescado cerca de 15 Piranhas.

O isco utilizado é carne de coração de boi.

Uma demonstração dos possíveis efeitos de uma dentada de Piranha

A maior Piranha que apanhámos


Mais fotos...

Caminhada na selva.
Demonstração de uma forma primitiva de comunicação.

Caminhada na selva.
Pausa para explicações.

Pele de Anaconda

Refeição de Jacaré assado

A vingança do macaco

Para chamar os macacos, qualquer coisa comestível servia.
Para aumentar o tempo de agradável companhia...

...escondiamos a comida como podiamos mas não valia a pena.
Os macacos acabavam sempre por levar a melhor. .

Jacaré acabado de apanhar com um simples mergulho.

Momento inesquecivel - ter um jacaré vivo, nos braços. .


Ainda haveria muito para dizer sobre:

Os programas guiados

Observação de animais com hábitos nocturnos. (Jacarés)

A caminhada na Selva

A visita à casa de nativos

A visita à Vila da Acajatuba

O passeio ao Nascer do Sol

O ritual Indío

O passeio de Helicóptero

A fauna e a flora

Quando houver novidades, chamarei a vosso atenção na home page.


Fotos e texto de José António Costa