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Torres Novas ? um dos 57 munic?pios com porta fechada na banca
   
A Câmara de Torres Novas é um dos 57 municípios portugueses que este ano está impedido de recorrer ao crédito bancário por ter atingido o limite máximo permitido por lei. Apesar de já não ser uma novidade, o “Correia da Manhã”, de segunda-feira, abordou o assunto tendo como base um documento Direcção-Geral da Administração Local. Estas câmaras apenas podem recorrer a empréstimos para a construção de habitação social e para acesso a Fundos Comunitários. Recorde-se que, recentemente, a CDU teceu duras críticas à gestão de António Rodrigues. Carlos Tomé referiu que a situação financeira da Câmara é muito grave, que a dívida aumentou substancialmente e que o PS nada tem feito para reduzir as despesas. Rodrigues contrapôs, assumindo que, de facto, a dívida ronda os 30 milhões de euros, mas que o orçamento é de quase o dobro. Sobre a capacidade de endividamento, o presidente explicou que está esgotada, pois Torres Novas, como outros municípios, viu reduzida a sua capacidade de endividamento em 40 % por decisão de Manuela Ferreira Leite, ministra das Finanças. “Não fora essa decisão do Governo de Durão Barroso e hoje a nossa capacidade seria de 22%”, constatou Rodrigues na altura. Torres Novas, Chamusca e Rio Maior As câmaras de Ourém e Santarém foram as únicas do distrito, num total de cinco a nível nacional, que estavam impedidas de recorrer à banca em 2005, mas como efectuaram amortizações, já podem contrair empréstimos no presente ano. Por outro lado, em 2006, mais 16 municípios viram as portas fechadas nas instituições bancárias. A Chamusca é um desses exemplos, pois a sua dívida aumentou 112 por cento no último semestre de 2005. O líder da lista de municípios impedidos de recorrer ao crédito é a Câmara de Lisboa, que aumentou o endividamento em 362 por cento. Seguem-se Porto (154 %), Vila Nova de Gaia (151 %), Vila do Conde (145 %). Torres Novas ocupa o 28º posto, pois entre Junho de 2005 a Janeiro de 2006 a dívida aumentou 45 por cento. Rio Maior também continua impedido de ir banca, pois aumentou a dívida em 32 por cento.
NM 2006-04-05 14:13:00
 
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