I Encontro e III Aniversário MC Mós Rolantes
S. Pedro ajudou e os nossos amigos vieram até nós

Embora as inscrições só abrissem ao meio dia, os primeiros motards começaram a chegar por volta das dez da manhã. Ninguém previra tamanha afluência e perto das duas horas as inscrições já ultrapassavam a centena e meia. Portanto, ainda cedo, o sucesso do I encontro e III aniversário do Motoclube Mós Rolantes estava garantido. Feitas as contas, chegamos quase às 200 inscrições de motards pertencentes a 49 motoclubes, desde o Penedono (perto de Lamego) a Lisboa. E como a temperatura chegou aos 30 graus, passaram pelas sedentas gargantas 34 barris de imperial.

Depois do almoço servido no Campo da Pinheira, a escassos metros do motoclube, mais de 100 motas partiram para o passeio que teve como destino a quinta do Vale Pequeno, na Lamarosa. O périplo passou por Fungalvaz, S. Silvestre, Beselga, Moreiras Grandes, Pé de Cão e no regresso por Outeiro Pequeno, Carvalhal do Pombo e Rexaldia.

Na quinta do Vale Pequeno, os motards tiveram a oportunidade de provar vinho e azeite biológico (alguns passaram da prova do saboroso néctar tinto ao consumo massivo). Ainda na quinta, alguns motards tiveram a oportunidade de visitar um lagar tradicional que ainda funciona de maneira totalmente artesanal, mas segundo as normas exigidas pelas entidades competentes, conforme explicou o proprietário Luís Mendes. “O processo de produção do azeite mantêm-se inalterado desde a construção do lagar, respeitando a delicadeza dos aromas que a natureza transmitiu à azeitona. Esta é moída a frio, em moinho de galgas de pedra. A massa assim obtida é homogeneizada numa batedeira e apertada uma só vez em prensas hidráulicas verticais, com decantação em tarefas, sem recurso a bombas, centrífugas ou filtros.

O lagar foi construído pelo bisavô dos actuais proprietários, há cerca de 80 anos e mantém-se em laboração ano após ano e respeita todas as normas actuais do sector.

As águas residuais, assim como o bagaço, resultantes da extracção do azeite são integralmente utilizados como fertilizante orgânico na própria exploração, não causando qualquer impacto ambiental.

O seu período de laboração vai de início de Novembro a Dezembro dependendo da colheita. Laboram-se azeitonas da Quinta assim como azeitona de outros produtores”, in www.valepequeno.com.
De regresso ao motoclube, os motards procuraram as muitas sombras existentes debaixo das azinheiras e carvalhos para trocar dois dedos de conversa, certamente sobre os novos modelos de 2008 (de duas rodas e de duas pernas, digo eu!), enquanto saboreavam umas belas imperiais – poucas, porque quem conduz não bebe em excesso.

O porco já rolava no espeto e a noite caía, mas a temperatura agradável mantinha-se. Alguns amigos já estavam de partida, pois ainda tinham muitos quilómetros pela frente.

Depois de aconchegado o estômago, foi vez de cantar os parabéns às “Mós Rolantes” e distribuir lembranças a quem nos visitou.

O motoclube com mais presenças foi os Fenómenos com 20 inscritos, seguido dos Trilha Milhas com 10, e dos Bispos com 9. Foram ainda entregues os prémios de 1ª inscrição ao Manivelas e de Motoclube com mais Km's percorridos que foi também para os Fenómenos do Entrocamento.

Asas na Estrada, Adega Boys, Fenómenos, Doidos Por Elas, Tesos, Romanos, Trilha Milhas, Ferreira do Zêzere, Alcanena, Bispos do Asfalto, Mal Estimados, Por Acaso, Ourém, Marinha Grande, Alto da Eira, Garças Rolantes, Mentes Perigosas, Rio Pirata, Garrafões, Castelo Branco, Penedono, Bombeiros de Carcavelos, Bispos do Asfalto, Mafra, Pistons em Brasa, Os Mocas, Águias da Serra, Clã Motociclista, Comeiras, Seca Adegas e Sem Cotas, foram alguns dos motoclubes presentes.

A seguir, os “Fucked Up” mostraram que podem começar a dar cartas no circuito motard e os “The Peorth” encerraram o espectáculo com a sua habitual energia capaz de entusiasmar o público sem grandes dificuldades. No entanto, o melhor estava para vir cerca das três da manhã: as duas meninas, vindas directamente de Paris, deram um verdadeiro show na arte de bem despir. (E, para espanto de alguns, o barbeiro andou por perto…).

O Motoclube agradece a todas as pessoas (sócios, motards, não motards, aspirantes a motards, amigos de motards, esposas, pais e filhos de motards, motards sem mota mas com carta, motards com mota e sem carta, ao S. Pedro e S. Rafael, e já agora, até os inimigos dos motards) a ajuda que nos deram e muito obrigado pela visita.
Para o ano há mais.

Nuno Matos
2008-05-09

 
 
 
Fotos José António Costa, Nuno Matos e Ana Conde