LIVRO DE VISITAS
 
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Abílio
Assentis
2017-04-29 08:16
105.227.23.38    

Temos hoje o 22° poema da série de 27.
Razões de força maior ditaram a que chegue um pouco atrasado, porém com a mesma vitalidade.
O seu título é:

Raça Lusa

Povo da Finisterra
povo da guerra e mar,
da bravura e coragem,
da Boa Nova
da esperança e cristandade,
da aventura de galés,
da descoberta e ambição.

Povo da lusa raça
destemido e guerreiro
povo da distância
mensageiro da saudade.

Povo de reis e monges,
de touros e fidalguias,
de lendas e mouros,
de sábios e loucos,
de poetas e pastores.

Povo de rija têmpera
lavrador e marinheiro,

POVO PORTUGUÊS.

- Maria Orísia Melo
condecareca
Assentis
2017-04-23 16:15
188.81.179.65    
Mas afinal quais são os candidatos para a nossa freguesia ?Já há 2?Um com uma lista só de Fungalvaz e o outro com todos da freguesia?
Abílio
Assentis
2017-04-19 05:35
105.225.205.59    
Para esta semana temos o poema cujo título é Pintar com palavras. Ei-lo:

PINTAR COM PALAVRAS

Como poderei eu pintar
o que só a alma vê?
Com que cores pintarei
o sentir do coração?

Arquipélago - policromia
arco-íris, harmonia,
mistura do ser e estar
homem e natureza em sintonia.
Desafios do tempo
ao longo do tempo
passado e presente
rumo ao futuro
ondas de cor
buscando nova cor.

Como poderei eu pintar
a brisa suave,
o calor do Sol,
sons e cheiros de maresia
silêncio e calma
esperança e saudade
paixão e luto
isolamento e solidão
comunhão cósmica
em noite escura?

- Maria Orísia Melo
Abílio
Assentis
2017-04-15 15:45
105.228.88.29    
Está tudo dito:

"Os animais são pessoas, como nós somos animais"

- Teixeira de Pascoaes,
escritor e poeta de Amarante
1877-1952
Abílio
Assentis
2017-04-10 19:32
105.225.5.111    
Aviso é o título do poema desta semana:

Aviso

Homem enigma que giras em direcção ao abismo
Homem que às cegas deixaste o mundo às escuras
Homem que tresloucado criaste o estertor da Terra
Homem que morto-vivo queres transpor o milénio.

Pára e olha...
Pára e ouve...
Pára e pensa...

-Eis a História
-Eis a professia
-Eis a consciência
-Eis a verdade...

- Maria Orísia Melo.
Ribatejano
Torres Novas
2017-04-07 23:56
105.186.240.128    

Poesia contra a corrupção

«(...) ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente:
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.»

LVC, Lusíadas, IX, 92-93

Ribatejano
Torres Novas
2017-04-07 17:16
105.186.240.128  
Estamos no Alentejo ... ABALEI

ABALEI !

Meus amigos alentejanos - e não só - recordem e aproveitem esta riqueza, antes que o "acordo ortográfico" dê cabo deste nosso linguarejar....
Bom fim de semana.

"Abalei.....

- Tu o ...quê??

- Abalei…...

- O que é isso?

- Ora, fui-me embora…

Todo o bom alentejano “abala”, para um sítio qualquer, que normalmente é já ali. O ser já ali é uma forma de dizer que não é muito longe, mas claro que qualquer aldeia de perto no Alentejo, está no mínimo a cerca de 30km. Só um alentejano sabe ser alentejano!

Um alentejano “amanha” as suas coisas, não as arranja; um alentejano tem “cargas de fezes”, não tem problemas; um alentejano vai “à do..., ou à da…” não vai a casa de…; um alentejano “inteira-se das coisas” não fica a saber… No Alentejo não há aldrabões há “pantomineiros”; e aqui também não se brinca, “manga-se”.

No Alentejo não se deita fora, “aventa-se” qualquer coisa; e come-se “ervilhanas” ou “alcagoitas” (amendoins) e “malacuecos” (farturas). Os alentejanos não espreitam nada nem ninguém, apenas se “assomam”… E quando se “assomam” muitas vezes podem mesmo ter dores nos “artelhos” (tornozelos)!

As coisas velhas são “caliqueiras” e muitas vezes viaja-se de “furgonete” (carrinha de caixa aberta), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas). Quando algo não corre bem, é uma “moideira” (chatice); e ficamos “derramados” (aborrecidos) com a situação, e às vezes as pessoas acabam por “garrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes “descabeches” (alaridos).

“Ainda-bem-não” (regularmente) as pessoas têm que puxar pela “mona” (cabeça) para se desenrascarem quando muitas vezes a solução dos seus problemas está mesmo “escarrapachada” (bem visível) à sua frente.

Não estou “repesa” (arrependida) desta crónica, com vista aos detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de “bradar” aos céus. “Dei fé” (pesquisei) as expressões e tentei não criar uma grande “moenga”, apenas quero que guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura”!"

Autor desconhecido

Ribatejano
Assentis
2017-04-07 16:38
105.186.240.128    

Em Beja, uma senhora elegante está no seu carro à espera do semáforo,
quando o Manéli pára o carro ao lado dela. Olha para ela e abre a sua janela.
Pensando que ele ia dizer-lhe alguma coisa, ela também abre a sua janela.
Então o Manéli olha para ela e diz:
"Nã me digas que também deste um pêdo".

Ribatejano
Torres Novas
2017-04-05 21:44
105.184.198.236    

Um médico chinês veio para Portugal e, como não conseguia encontrar colocação em nenhum
hospital, resolveu abrir um consultório e pôs esta placa na porta:
"Consulta: €20,00. Reembolso de €100,00 se não ficar curado."
Um advogado viu a placa e entrou no consultório, determinado a ganhar facilmente os €100,00.
Advogado: "Perdi o sentido do paladar."
Chinês: "Enfelmeila, tlaga o lemédio da caixinha 22 e pingue 3 gotas na boca do paciente."
Advogado: "Credo, isto é petróleo!"
Chinês: "Palabéns, lecupelou o seu paladal. Deve-me €20,00."
O advogado ficou irritado mas pagou e voltou alguns dias depois para recuperar o dinheiro.
Advogado: "Perdi a memória e não me lembro de nada."
Chinês: "Enfelmeila, tlaga o lemédio da caixinha 22 e pingue tlês gotas na boca do paciente."
Advogado: "Mas aquilo é petróleo. Deu-me isso da última vez para recuperar o paladar."
Chinês: "Palabéns, você lecupelou a sua memólia. Deve-me €20,00."
O advogado, furioso, pagou ao chinês e voltou uma semana mais tarde, determinado a ganhar os
€100,00.
Advogado: "A minha vista está muito fraca e não consigo ver nada com nitidez."
Chinês: "Bem, eu não tenho nenhum lemédio pala isso. Tem aqui uma nota de €100,00."
Advogado: "Mas isso é uma nota de €20,00!"
Chinês: "Palabéns, está culado! Deve-me mais €20,00."

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País desenvolvido não é onde o pobre tem carro,
é onde os políticos usam transporte público.
- Enrique Peñalosa.




Abílio
Assentis
2017-04-02 09:56
105.184.220.2  
Para esta semana temos o 19.° poema da séria de 27, cujo título é S.O.S. Ei-lo:

S.O.S.

No horizonte a majestosa
e fascinante montanha do fogo.
no meu quotidiano cerca-me o cenário
da misteriosa ilha,
recortada em mar revolto,
e denso céu,
obra prima da Natura
onde, por detrás de cada curva
se escondem diversas formas da forma primeira,
água matrix, origem de vida.
Aqui, eu tenho o sonho à minha espera...
tenho o tempo...e o espaço para pensar.
Açores de mil encantos
teu canto embala a cadência dos meus passos
e o teu perfume enebria o pulsar da minha fantasia.
Por isso eu peço:

Não me tirem da ilha
não me tirem do mar
horizontes de infinito azul
largueza de sonhar.
Amo este povo simples
de fé e de coragem
com lições de vida
na dura caminhada.

Não me tirem o mar
nem destruam a ilha
síntese de beleza impar.

- Maria Orísia Melo
 
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