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Abílio Conde Vieira
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2017-07-06 19:19
105.229.133.103    

Quase a terminar a publicação dos 27 poemas sobre os Açores, temos hoje o 26°. O seu título é:

Repartida

De minha pátria sou errante,
tantas pátrias que já tive.
Dividida em três pedaços,
qual deles o mais dominante.

De onde sou afinal?
A qual das terras pertenço?
À de nascença, ou coração?
Ou à que pisam meus passos?

As voltas que o mundo dá.
As voltas que eu já dei,
deixaram meus sentimentos,
errantes, levados p,los ventos
espalhados ao Deus dará.

Pudera eu recolhê-los,
unir esses meus pertences,
voltar a nascer num torrão
e dele ser unicamente.

-Maria Orísia Melo
Ribatejano
Torres Novas
2017-06-20 21:08
105.225.92.245    

HINO NACIONAL COMPLETO cantado até ao final.
Muita gente desconhece esta versão completa do nosso hino.

A Portuguesa (hino nacional português)
Música: Alfredo Keil
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Mário Rui Simões Rodrigues

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d,amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-06-14 18:57
105.229.53.108    






Requiem para um HACORDO HORTOGRÁPHICO

Era uma vez um Acordo
Que de tão mal acordado
Causou zanga e confusão
Deixou tudo baralhado
O cágado ficou cagado,
Coitado do animal
Tão envergonhado estava
Que deixou de dar sinal
Os egitos no Egito
Não sabiam que fazer
Se ficar pelas pirâmides
Se beber para esquecer
O junho ficou minúsculo
Todos os outros também
Gritava o dezembro, fulo:
- Sou agora um Zé-Ninguém !
O pára passou a para
Mas que grande confusão
O trânsito ficou parado
Andava-se em contramão
O pêlo chamado pelo
E já ninguém se entendia
Uns rezavam ao Diabo
Outros à Virgem Maria
O facto ficou de fato
Mas não lhe serviu de nada
E reclamava sempre:
- Sem o meu “c” não sou nada!
A receção sem o “p”
Sentia-se mesmo mal
Andava tão chateada
Que foi para tribunal.
- Que saudades do meu “c”!
Lamentava-se o noturno
Grande farrista que era
Tornou-se muito soturno.
Espetadas e espetadinhas
Fugiam dos espetadores
Tinham fama de sexistas
Os desonestos senhores Vivesse o douto poeta Homem de bom critério Diria hoje decerto: - Vós que lá do vosso império Decretais Acordo novo Calai-vos, que pode o povo Querer um Português a sério!


Notas:
1. Quaisquer grafias mais ou menos estranhas não são resultado do AO mas sim eventual liberdade poética. O “douto poeta” é, obviamente, António Aleixo.
2. Os versos são de autoria desconhecida, mas merecem Parabéns.

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-06-04 13:36
105.226.205.172    

O 25° poema, por motivos alheios à nossa vontade, tardou um pouquinho. O seu título é SENTIR ILHÉU. Ei-lo:

Sentir Ilhéu

Ilha bruma
ilha espuma...
ilha magia,
fantasia...

ilha nua
ilha tua
encanto
paixãio
ilusão

ilha vento,
tormento...
Ilha mar,
caravela
a desvendar...

Ilha cor
ilha amor
alma ardente,
carente...

Ilha saudade,
verdade
ilha raínha
minha, minha.

- Maria Orísia Melo

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-05-21 15:43
105.228.118.214    

Para hoje temos "Torrão Lusitano", sendo o 24° poema açoreano da série de 27 que a autora nos autorizou a publicar. Aqui está:

Torrão Lusitano

Suspensa do azul que envolve a ilha
mergulho no verde tenro e terno da terra
e refresco a alma na água cristalina
do oceano-mar que me fascina.

Embalada pela brisa suave
de matos e maresia
descanso o olhar nas lagoas...lendas e mistérios...
e respeiro o sonho que vem de lá do tempo.

Envolta em bruma adormeço
ao som das garças e cagarros
que o vento suão fez
voltear em contratempo.

Suspensa pela imponência da mãe Natureza,
que em magia impar me fez admirar em espanto
o encanto de cada recanto...
eu canto a beleza alucinante
deste torrão Lusitano.

- Maria Orísia Melo

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-05-14 16:45
105.228.118.134    

Lembranças é o título que a autora atribuíu ao seu poema de hoje dedicado aos Açores.
Ei-lo:

Lembranças

Longe vão os tempos de má memória
tempos de densa bruma
sufocando...

Longe vão os tempos de dor e mágoa
tempos de dúvidas e rumores
atormentando...

Longe vão os tempos de negrura
tempos tristes de choro e saudade
acorrentando...

Longe vão os tempos dos espertos
tempos de não poder
controlando...

Longe vão os tempos sem sonhos
tempos de labuta
sacrificando...

Longe vão os tempos da partida
separação dolorosa
tempos para esquecer
lembrando...
------------------ Maria Orísia Melo.

Ribatejano
Torres Novas
2017-05-01 17:43
105.227.10.194    
Mesmo que aqui seja repetido, vale a pena relembrar:


"
No século XVII, época do Barroco, os artistas eram dados a estes jogos.
Às vezes até se ficavam pelos trocadilhos, não curando dos assuntos.
Mas este tem assunto bem recheado de saber.
Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo... "

























Abílio
Assentis
2017-04-29 08:16
105.227.23.38    

Temos hoje o 22° poema da série de 27.
Razões de força maior ditaram a que chegue um pouco atrasado, porém com a mesma vitalidade.
O seu título é:

Raça Lusa

Povo da Finisterra
povo da guerra e mar,
da bravura e coragem,
da Boa Nova
da esperança e cristandade,
da aventura de galés,
da descoberta e ambição.

Povo da lusa raça
destemido e guerreiro
povo da distância
mensageiro da saudade.

Povo de reis e monges,
de touros e fidalguias,
de lendas e mouros,
de sábios e loucos,
de poetas e pastores.

Povo de rija têmpera
lavrador e marinheiro,

POVO PORTUGUÊS.

- Maria Orísia Melo
condecareca
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2017-04-23 16:15
188.81.179.65    
Mas afinal quais são os candidatos para a nossa freguesia ?Já há 2?Um com uma lista só de Fungalvaz e o outro com todos da freguesia?
Abílio
Assentis
2017-04-19 05:35
105.225.205.59    
Para esta semana temos o poema cujo título é Pintar com palavras. Ei-lo:

PINTAR COM PALAVRAS

Como poderei eu pintar
o que só a alma vê?
Com que cores pintarei
o sentir do coração?

Arquipélago - policromia
arco-íris, harmonia,
mistura do ser e estar
homem e natureza em sintonia.
Desafios do tempo
ao longo do tempo
passado e presente
rumo ao futuro
ondas de cor
buscando nova cor.

Como poderei eu pintar
a brisa suave,
o calor do Sol,
sons e cheiros de maresia
silêncio e calma
esperança e saudade
paixão e luto
isolamento e solidão
comunhão cósmica
em noite escura?

- Maria Orísia Melo
 
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