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Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-06-04 13:36
105.226.205.172    

O 25° poema, por motivos alheios à nossa vontade, tardou um pouquinho. O seu título é SENTIR ILHÉU. Ei-lo:

Sentir Ilhéu

Ilha bruma
ilha espuma...
ilha magia,
fantasia...

ilha nua
ilha tua
encanto
paixãio
ilusão

ilha vento,
tormento...
Ilha mar,
caravela
a desvendar...

Ilha cor
ilha amor
alma ardente,
carente...

Ilha saudade,
verdade
ilha raínha
minha, minha.

- Maria Orísia Melo

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-05-21 15:43
105.228.118.214    

Para hoje temos "Torrão Lusitano", sendo o 24° poema açoreano da série de 27 que a autora nos autorizou a publicar. Aqui está:

Torrão Lusitano

Suspensa do azul que envolve a ilha
mergulho no verde tenro e terno da terra
e refresco a alma na água cristalina
do oceano-mar que me fascina.

Embalada pela brisa suave
de matos e maresia
descanso o olhar nas lagoas...lendas e mistérios...
e respeiro o sonho que vem de lá do tempo.

Envolta em bruma adormeço
ao som das garças e cagarros
que o vento suão fez
voltear em contratempo.

Suspensa pela imponência da mãe Natureza,
que em magia impar me fez admirar em espanto
o encanto de cada recanto...
eu canto a beleza alucinante
deste torrão Lusitano.

- Maria Orísia Melo

Abílio Conde Vieira
Assentis
2017-05-14 16:45
105.228.118.134    

Lembranças é o título que a autora atribuíu ao seu poema de hoje dedicado aos Açores.
Ei-lo:

Lembranças

Longe vão os tempos de má memória
tempos de densa bruma
sufocando...

Longe vão os tempos de dor e mágoa
tempos de dúvidas e rumores
atormentando...

Longe vão os tempos de negrura
tempos tristes de choro e saudade
acorrentando...

Longe vão os tempos dos espertos
tempos de não poder
controlando...

Longe vão os tempos sem sonhos
tempos de labuta
sacrificando...

Longe vão os tempos da partida
separação dolorosa
tempos para esquecer
lembrando...
------------------ Maria Orísia Melo.

Ribatejano
Torres Novas
2017-05-01 17:43
105.227.10.194    
Mesmo que aqui seja repetido, vale a pena relembrar:


"
No século XVII, época do Barroco, os artistas eram dados a estes jogos.
Às vezes até se ficavam pelos trocadilhos, não curando dos assuntos.
Mas este tem assunto bem recheado de saber.
Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo... "

























Abílio
Assentis
2017-04-29 08:16
105.227.23.38    

Temos hoje o 22° poema da série de 27.
Razões de força maior ditaram a que chegue um pouco atrasado, porém com a mesma vitalidade.
O seu título é:

Raça Lusa

Povo da Finisterra
povo da guerra e mar,
da bravura e coragem,
da Boa Nova
da esperança e cristandade,
da aventura de galés,
da descoberta e ambição.

Povo da lusa raça
destemido e guerreiro
povo da distância
mensageiro da saudade.

Povo de reis e monges,
de touros e fidalguias,
de lendas e mouros,
de sábios e loucos,
de poetas e pastores.

Povo de rija têmpera
lavrador e marinheiro,

POVO PORTUGUÊS.

- Maria Orísia Melo
condecareca
Assentis
2017-04-23 16:15
188.81.179.65    
Mas afinal quais são os candidatos para a nossa freguesia ?Já há 2?Um com uma lista só de Fungalvaz e o outro com todos da freguesia?
Abílio
Assentis
2017-04-19 05:35
105.225.205.59    
Para esta semana temos o poema cujo título é Pintar com palavras. Ei-lo:

PINTAR COM PALAVRAS

Como poderei eu pintar
o que só a alma vê?
Com que cores pintarei
o sentir do coração?

Arquipélago - policromia
arco-íris, harmonia,
mistura do ser e estar
homem e natureza em sintonia.
Desafios do tempo
ao longo do tempo
passado e presente
rumo ao futuro
ondas de cor
buscando nova cor.

Como poderei eu pintar
a brisa suave,
o calor do Sol,
sons e cheiros de maresia
silêncio e calma
esperança e saudade
paixão e luto
isolamento e solidão
comunhão cósmica
em noite escura?

- Maria Orísia Melo
Abílio
Assentis
2017-04-15 15:45
105.228.88.29    
Está tudo dito:

"Os animais são pessoas, como nós somos animais"

- Teixeira de Pascoaes,
escritor e poeta de Amarante
1877-1952
Abílio
Assentis
2017-04-10 19:32
105.225.5.111    
Aviso é o título do poema desta semana:

Aviso

Homem enigma que giras em direcção ao abismo
Homem que às cegas deixaste o mundo às escuras
Homem que tresloucado criaste o estertor da Terra
Homem que morto-vivo queres transpor o milénio.

Pára e olha...
Pára e ouve...
Pára e pensa...

-Eis a História
-Eis a professia
-Eis a consciência
-Eis a verdade...

- Maria Orísia Melo.
Ribatejano
Torres Novas
2017-04-07 23:56
105.186.240.128    

Poesia contra a corrupção

«(...) ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente:
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.»

LVC, Lusíadas, IX, 92-93

 
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