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Abílio Conde Vieira
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2019-09-29 18:10
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Amigo e ex-colega de trabalho acaba de me enviar esta "prenda" ao que parece da autoria de VOLTAIRE.
Ei-la, sem tirar nem pôr, tal qual recebi:


" DE FRANÇOIS-MARIE AROUET, MAIS CONHECIDO PELO PSEUDÓNIMO VOLTAIRE.

Na vida, existem dois tipos de ladrões: o ladrão comum e o ladrão político:
1- O ladrão comum é aquele que rouba o seu dinheiro, a sua carteira,o seu relógio, o seu cavalo, etc.

2- O ladrão político é aquele que rouba o seu futuro, os seus sonhos, o seu conhecimento, o seu salário, a sua educação, a sua saúde, as suas forças, o seu sorriso, etc.

A grande diferença entre estes dois tipos de ladrões, é que o ladrão comum escolhe-o a si para roubar os seus bens.
Enquanto o ladrão político é você que o escolhe, para ele o roubar.

A outra grande diferença, não menos importante, é que o ladrão comum é procurado pela polícia. Enquanto o ladrão político é geralmente protegido pela polícia.

PENSE BEM ANTES DE ESCOLHER O “SEU“ LADRÃO... "

Ribatejano
Torres Novas
2019-09-27 18:09
105.184.104.161    

Carta de um Furriel ao Presidente da Republica SÃO ESTAS AS PALAVRAS, MAIS EM BAIXO, DE UM EX-COMBATENTE, DA GUERRA DO ULTRAMAR, O SR. CARLOS FERREIRA, EX-FURRIEL MILICIANO... "Há mais de seis meses, que enviei esta carta, ao Sr. Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa e sabem, qual foi a dita resposta, que tive? fou ZERO! Por tudo isto e por muito mais acredito, que perdemos o comboio, enquanto éramos novos e andamos a tratar, das nossas vidas particulares e agora, que todos temos mais tempo, é que, nos lembramos, que fomos combatentes. Ex.mo Sr. Presidente Permita-me, que o trate, sem grandes "salamaleques", mas cordialmente, como aliás V.Ex.a tem feito, para já, com todos os portugueses. Aproveite, ao máximo a oportunidade, que os seus compatriotas lhe deram, quando o elegeram, para "passear" cá dentro e até lá fora, divirta-se e cante, dance dê beijinhos a brancos, pretos, vermelhos e amarelos, vá assistir, ao final da "volta", aos jogos da selecção, á romaria da Sra da Agonia, ás Olimpíadas, no Brasil, aos festivais da Zambujeira do Mar e do Super Bock Super Rock, vá ver as cagarras das desertas e as gaivotas das Berlengas, desfile, no Sambódromo, veja o concerto da Mariza, no Meo Arena, os saltos para água, nas cataratas do Niagara, a peregrinação anual dos emigrantes a Fátina, a corrida de cangurus, no norte da Australia e vá á canonização de Madre Teresa, sabemos, pelo, que o sr., nos disse, embora, não acreditemos muito, que só quer permanecer 5 anos, em Belém, a ser assim, tem de aproveitar bem, o tempo, pois cinco anos passam depressa, para quem tanto preza o "folguedo", como diz o povo, que o elegeu, "GOZE Á GRANDE E Á FRANCESA", mas, POR FAVOR, QUANDO PUDER e aqui, é que está o
problema, pois, não sabemos, se alguma vez PODERÁ, pare um 1 dia (UM), ou até UMA HORA, que seja, para PENSAR, na situação de muitos daqueles, que em plena pujança, das suas vidas, quando poderiam decidir, que rumo dar ás suas carreiras profissionais, ou até, se deveriam, ou não casar, foram OBRIGADOS a "PARTIREM" rumo, ao desconhecido, para SERVIR A PÁTRIA e que hoje, com mais de 65 anos, estão esquecidos e botados, ao abandono, por TODOS os governos, pós 25 de Abril, os mesmos governos, que TODOS OS DIAS assistem, com POMPA E CIRCUNSTÂNCIA, á chegada, ou a partida de meia-dúzia de profissionais, ou de (mercenários), que servem, em zonas de guerrilha, no planeta e que "voluntariamente", se oferecem, para outras "comissões", num vai-vem patriótico, ou de dólares e que até têm "por lá e no Natal," a visita "consoladora" de um sr. ministro, ou de um secretário de estado qualquer! Tudo, o que esta democracia inventada, em Abril de 1974 conseguiu, até agora, para "compensar", os milhares de jovens "atirados", para a guerra do ultramar, foi atribuir-lhes uma certa ESMOLA ANUAL, (sómente uma vez, por ano), de 150 €, aos que estiveram, em zonas de "conflito", já que a maioria recebe apenas 75 €, ou mesmo 50 € e REPITO, uma vez por Ano, de certeza absoluta, que a maioria dos portugueses, não sabe disto! Ó Sr. Presidente, o dinheiro, que o estado despende, NUM ANO, com estes combatentes, que "ainda estão Vivos" e que são cada vez menos, se calhar, é inferior; ao que o sr. gasta, em dois dias, com a sua "pandilha de lateiros", quando vai de "negócios", á grande muralha da China, a New York, ás pirâmides de Gizé, a Paris, ou a Matchu Picchu, isto, já para não falar, nos milhares de subsídios atribuídos a umas etnias e outras tantas gentes, para não "mexerem uma única palha" e 150 €, por ano, só para falar, nos, que como eu, têm esta pensão "máxima", dá 41 cêntimos, POR DIA, o que significa, ter-mos de pedir "algum" emprestado, se nos apetecer tomar UM café, tudo isto, caro sr. Presidente, são histórias, que V.Exa bem conhece e sobre as quais PEÇO P.F., se debruce, já que TODOS os seus antecessores, se estiveram pura e simplesmente MARIMBANDO, para elas, dada a nossa idade, como disse, somos cada vez menos e chegará o dia, em que, já não
"pesaremos", porque deixamos de existir! Não lhe venho pedir, qualquer tipo de condecoração, ou comenda, essas deixo-as, para os atletas pagos a peso de ouro, ou para empresários, políticos e ex-ministros, de reputação "Muito Duvidosa", será, que já, é pedir de mais, para atribuir um subsídio mensal, de Pelo menos 100 €, a todos os ex-combatentes, que vivem, no limiar da pobreza, com pensões de reforma abaixo dos 500 € e que tudo DERAM, ao País? Sr. Presidente havia muitas personagens, de vários quadrantes políticos, o apelidavam há bem pouco tempo de o sr ser um fala-barato, não votei em si, mas reconheço a sua simpatia e o seu esforço, para tentar agradar a gregos e troianos, o sr., é o Presidente de Todos os portugueses, chefe supremo das forças armadas e figura Máxima do nosso País, a exemplo de outros países e outros presidentes, é TEMPO de puxar dos galões e "AJUDAR", quem tudo á Pátria Deu, ATÉ DEU A SUA VIDA, um país, sem memória, é um país morto. Carlos Ferreira, Furriel Miliciano, com 37 meses, ao serviço da sua amada Pátria e 13 meses, na metrópole (Portugal), 24 meses, na então Província Portuguesa de Moçambique. P.S. Peço a quem ler esta mensagem, ex combatentes, ou não e que estejam de acordo, quanto, ao seu conteúdo, o favor de a partilharem, com os vossos amigos e conhecidos, "muito Obrigado."
Ribatejano
Torres Novas
2019-09-25 16:55
105.225.165.231    
Transcrição:

"HISTÓRIA
O azar do museu Salazar /premium
• P. Gonçalo Portocarrero de Almada
21/9/2019

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A ignorância e o fanatismo, que estão na origem dos totalitarismos, combatem-se com a verdade e o conhecimento. A ditadura não se vence com a ignorância, mas com a ciência.
Para azar do ‘museu Salazar’, Portugal é um dos poucos países europeus governado por uma ‘geringonça’, de que fazem parte dois partidos marxistas: o PCP e o Bloco de Esquerda. Foi o primeiro que propôs, no passado dia 11, um voto contra a “criação de um ‘museu’ dedicado à memória do ditador Oliveira Salazar em Santa Comba Dão. Independentemente da sua designação, considerando essa criação uma afronta à democracia, aos valores democráticos consagrados na Constituição da República e uma ofensa à memória das vítimas da ditadura”. A moção foi aprovada com os votos da ‘geringonça’ – PCP, BE e PS – e a abstenção do PSD e do CDS.
Só faz sentido um museu se houver um conjunto de bens a conservar. Por isso, a primeira questão a colocar é: António de Oliveira Salazar tinha bens pessoais que seja do interesse nacional preservar? Não consta. Como escreveu António Barreto, é sabida “a ausência de objectos interessantes. A maior parte do acervo do ditador ficou nos arquivos da Presidência do Conselho de Ministros (…). Tal documentação, de grande valor, habita hoje, e muito bem, a Torre do Tombo” (Público, 1-9-2019). Ora, a resposta negativa a esta questão faz irrelevante a pergunta se Salazar merece, ou não, um museu.
Como aqui já foi recordado por Helena Matos (O lugar do morto, 15-9-19), se alguma ideia está ligada à memória de Salazar é, precisamente, a da sua proverbial pobreza, que os seus mais acérrimos devotos cultivam, enquanto os seus inimigos e detractores apelidam de provinciana tacanhice. Para a história ficou a caricatura do todo-poderoso presidente do conselho, recluído na sua residência oficial, com uma manta sobre os joelhos e um par de botas. Ora, sem ofensa para a sua memória, ou para a indústria do calçado nacional, isto é poucochinho para um museu.
Quere-se, com isto, dizer que Salazar não teve importância na história recente de Portugal?! Claro que não, pois todos, também os que mais o odeiam, reconhecem que foi uma figura marcante do século XX português. Com certeza que se justifica o estudo do seu pensamento e acção política, sobretudo por quem, pondo de lado as paixões que o seu nome ainda suscita, seja capaz de fazer uma análise objectiva da sua governação.
Mas, uma entidade evocativa do ditador, na sua terra natal, não se converterá numa sua homenagem, ou até num incentivo ao culto da sua personalidade e ideário político?! O Marquês de Pombal não foi menos déspota e, não obstante, a primeira república, supostamente democrática, erigiu-lhe o maior monumento da capital. A edificação da estátua teve, como presidente da comissão executiva, o então grão-mestre da maçonaria, Sebastião de Magalhães Lima, o que explica que se cite, num lateral do pedestal, como principal “reforma político-social” de Pombal, “a expulsão dos jesuítas”, que a primeira república repetiu. Curiosamente, a estátua foi erigida onde termina a Avenida da Liberdade e já se divisa, não muito longe, a penitenciária de Lisboa …
Se a primeira república levantou um tão grandioso monumento a um ditador, primeiro-ministro de um monarca absoluto, sem que um tal acontecimento tenha ofendido o seu ideário, a terceira república também poderia, pelo menos em tese, tolerar a existência de uma instituição – não laudatória, mas histórica – relativa a um outro ditador, este por sinal da segunda república, sem que a sua criação constitua “uma afronta à democracia, aos valores democráticos consagrados na Constituição da República e uma ofensa à memória das vítimas da ditadura”.
Irene Flunser Pimentel (Expresso, 24-8-2019), apesar de ser, em princípio, contra um centro interpretativo do Estado Novo em Santa Comba Dão, não exclui a hipótese de um museu da ditadura, desde que apresente “a ideologia iliberal [sic], anticomunista e corporativista de Salazar” e insira “o seu pensamento e a sua ação no contexto ditatorial europeu dos anos 20 a 40 do século XX”, ou seja – digo eu – das ditaduras fascista, nacional-socialista e comunista. “Também não podem estar ausentes o retrato da sociedade portuguesa, elitista e hierarquizada, com ausência de mobilidade social e profundas desigualdades”. Aí deve ser desmistificada “a política financeira de Salazar”, e não se deve deixar de “mostrar a miséria dos trabalhadores, camponeses e assalariados rurais”, nem a “emigração clandestina”, nem a guerra colonial, nem “a sua política educativa, social e de saúde”, nem de “referir os números do analfabetismo e da mortalidade infantil”. Segundo esta historiadora, também não se podem esquecer “as suas várias instituições, da repressiva à censória, nem a corrupção e os escândalos abafados como o dos Ballet Rose”. Portanto, museu sim, mas com todas estas referências … ou seja, mais do que um museu, propõe-se uma autêntica enciclopédia!
O Estado Novo não pode deixar de ser referido na história de Portugal, como também o fascismo, o nacional-socialismo e o comunismo não podem ser apagados da história recente da Itália, da Alemanha e da Rússia, respectivamente. Auschwitz não foi destruído, porque é importante preservar a sua memória. A principal arma contra a ignorância e o fanatismo totalitário não é a ocultação da verdade, mas o conhecimento.
A historiografia marxista manipula a verdade em função das suas conveniências ideológicas: são conhecidas as diversas versões de uma famosa fotografia de Lenine, discursando num comício, em que os seus correligionários, à medida em que caíam em desgraça, eram apagados… Para a Igreja, pelo contrário, a verdade, que é Cristo, deve prevalecer sempre e, por isso, foi particularmente grave o encobrimento dos casos de pedofilia. Mas esta atitude foi apenas uma deplorável excepção à regra vivida desde os primórdios do Cristianismo: os primeiros fiéis não omitiram que o traidor, Judas Iscariotes, era um dos doze; nem que Pedro, o primeiro Papa, negou três vezes o Mestre; nem que Cristo foi crucificado entre dois ladrões; nem que o apóstolo Tomé não acreditou, de início, na ressurreição de Jesus; nem que Maria Madalena estava possessa de sete demónios; nem que S. Paulo colaborou no assassinato de Santo Estêvão…
A Igreja, como Cristo, existe para dar testemunho da verdade (Jo 18, 37), porque só a verdade liberta (Jo 8, 32). A ditadura, seja fascista ou comunista, não se vence com a ignorância, mas com a ciência. Como escreveu Manuel Carvalho, no editorial do Público de 12-9-2019, “numa democracia, o combate aos resquícios de uma ditadura como a do salazarismo não se faz com condenações proibicionistas; faz-se com o conhecimento da História. É também para isso que servem os museus”. "

Ribatejano
Torres Novas
2019-09-25 16:25
105.225.165.231    

"Substituir carne por peixe (ou por vegetais), sem saber de que sistemas de produção (e de que ciência) estamos a falar é completamente vazio do ponto de vista da sustentabilidade ambiental.
“A carne de vaca será substituída “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.”
“”A regra agora é que todos os jantares oficiais têm peixe, porque temos o melhor peixe do mundo”.
Nestes dois casos, o da Universidade de Coimbra, em cima, e o do Governo, em baixo, parece que há quem acredite que a carne (só a de vaca, no primeiro caso, toda a carne, no segundo) deve ser banida da nossa alimentação.
Só que, mesmo tratando-se do reitor da Universidade de Coimbra e do primeiro-ministro, estas duas decisões estão mais ligadas ao pensamento mágico do que ao pensamento científico.
Se o Senhor Reitor tivesse dito que iria avaliar o impacto das opções alimentares nas cantinas e iria alterá-las no sentido de obter este ou aquele objectivo, eu seria com certeza um entusiástico apoiante da medida.
Se mesmo antes de avaliar dissesse que lhe parecia possível reduzir o consumo de carne e de lacticínios, de alimentos processados, de alimentos congelados e aumentar o peso dos alimentos frescos provenientes de cadeias curtas de comercialização e curtas distâncias, eu seria um entusiástico apoiante da medida.
Se, mais que isso, o Senhor Reitor se tivesse referido ao contributo que queria dar à gestão dos fogos e da paisagem em Portugal, contratualizando compras de produtos provenientes de produtores cuja actividade contribui para a gestão de combustíveis, eu acharia fantástico.
Se o Senhor Reitor dissesse que queria contribuir para aumentar a viabilidade do Rebanho da Serra do Rabadão, da Quinta Lógica, da Terra Chã, da Terra Maronesa (sim, são vacas, senhor, mas são vacas em produção extensiva, que pastam parcialmente em pastagens pobres, que gerem combustíveis nas serras, contribuem para a conservação do lobo e outros elementos da diversidade biológica), eu então entraria em delírio com o Senhor Reitor.
É verdade que a produção intensiva de carne é grandemente insustentável e há muitas vantagens em diminuirmos o seu consumo.
Mas também é verdade que das coisas mais impressionantes em toda esta discussão sobre o consumo de carne e da sua produção é a extensão da ignorância básica sobre os processos naturais, e sobre a forma como milhares de anos de experiência em agricultura e pecuária os manipulam e usam para satisfação das necessidades das comunidades humanas.
Na militância vegetariana e vegan campeiam mitos sobre a gestão do mundo rural, acreditando-se que os animais não fazem falta nenhuma nos sistemas de produção que nos alimentam.
Com frequência defende-se que a reposição da fertilidade dos solos e a recuperação de solos degradados (com o consequente aumento do stock de carbono) se pode fazer prescindindo dos animais, apontando-se a compostagem como alternativa.
A verdadeira alternativa, no entanto, foi a descoberta da síntese da amónia industrial, isto é, a possibilidade de obter fertilidade numa fábrica a partir da atmosfera e energia (compostos azotados, o fósforo fia mais fino), isto é, a produção agrícola que prescinde da integração com a produção animal apenas sobrevive a partir de adubos de síntese, o que convenhamos que usando critérios de sustentabilidade, não se pode dizer que seja uma alternativa evidente.
A ideia de que existem lixos orgânicos suficientes para repor a fertilidade dos solos produtivos (a agricultura é, por definição, exportadora de nutrientes, para já não falar da perda de matéria orgânica e estrutura dos solos provocada pelas lavouras), esquece que a acumulação de lixos orgânicos em grandes cidades resulta de processos produtivos noutro lado qualquer.
Para que exista acumulação de lixos orgânicos é preciso que se tenham produzido as matérias-primas dos processos produtivos que levam o produto ao cliente final, cujos desperdícios dão origem à tal acumulação de matéria orgânica nas grandes cidades. E nesse fluxo há enormes ineficiências.
Depois de produzido os lixos seria preciso compostá-los e voltar a devolvê-los aos solos onde fazem falta, processo em que volta a haver ineficiências enormes.
Claro que se pode dizer que ao nível da exploração se pode fazer isto com cadeias curtas. Mas isso significa ter enormes extensões não produtivas, com a única função de produzir material para compostagem. Se o produtor não for burro, vai produzir nos melhores solos e deixa para esta função as terras marginais, que produzem uma vegetação com enormes teores de lenhina, dificultando os processos de compostagem.
O que os nossos ancestrais perceberam rapidamente, porque a vida deles dependia de facto do que conseguiam produzir em cada ano, é que este processo pode ser enormemente encurtado usando as características dos animais, que se deslocam sozinhos (primeiro ponto importante), que fazem uma selecção da vegetação muitíssimo eficaz (deixam lá a lenhina e escolhem as partes tenras da vegetação) e que ainda aumentam a velocidade de degradação dos tecidos vegetais com os seus sistemas digestivos, devolvendo-nos estrumes e chorumes quase prontos a ser usados, em muito menos tempo e com muito menos trabalho que o necessário para obter os mesmos nutrientes por via da compostagem.
E depois, de tempos a tempos, usavam o fogo para degradar rapidamente a lenhina, disponibilizar nutrientes rapidamente às plantas e renovar a pastagem, recomeçando o ciclo.
E de caminho os animais produzem carne, leite, queijo, pele, cornos, lã, etc..
Cavalgar a ideia infantil de que se pode prescindir da produção animal para obter os alimentos e fibras de precisamos não é levar a sério a necessidade de adoptarmos medidas de adaptação às alterações climáticas, é mesmo ignorância militante que nos impede de reconhecer a importância da função coproiética dos rebanhos.
Acresce que este governo é o mesmo que lançou – e bem – um programa que paga a pastores para que os seus rebanhos controlem matos para resolver o problema dos fogos. Mas ao mesmo tempo o senhor primeiro-ministro defende um boicote ao consumo de carne, seja ela qual for, em vez de usar os mercados públicos para dar viabilidade aos modelos de produção extensivos.
Há mais de dez anos que este é um dos meus temas constantes de trabalho, e há mais de dez anos que trabalho com o Chef António Alexandre a relação entre cozinha e gestão do território, e em grande parte desse tempo a ideia foi reforçada com Luís Jordão.
Substituir carne por peixe (ou por vegetais), sem saber de que sistemas de produção estamos a falar é completamente vazio do ponto de vista da sustentabilidade ambiental.
Se o governo, as universidades, os hospitais, os centros de dia, os quarteis, as escolas, as câmaras quiserem verdadeiramente usar os mercados públicos a favor de políticas de adaptação climática, eu só poderei estar de acordo.
Mas isso faz-se servindo papas de milho com abóbora, feijão, couves e desfiado de novilho assado, por exemplo, porque a primeira opção das refeições que pretendam contribuir para a adaptação climática é mesmo a frugalidade e a diversidade, não é decidindo sobre produtos, sem consideração pelo processos de produção.
Adoptar uma cozinha frugal, assente num território que é preciso viabilizar, reabilitando pratos tradicionais ou criando outros contemporâneos, sem carne ou com muito pouca carne proveniente de sistemas de produção extensivos, faria muito mais pela adaptação climática que simplesmente banir o consumo de carne — muito menos substituindo carne por peixe de que não sabemos a proveniência, pescado com que métodos, conservado de que forma e, sobretudo, em que quantidades vai ser servido.
Se se quiser usar um desfiado de cabrito ou borrego, como fez António Alexandre numa das oficinas em que tentámos dar a conhecer outras maneiras de comer cabrito ou anho, em menos quantidade e aproveitando restos, enriquecendo a base de vegetais do prato, estar-se-á a contribuir para paisagens mais bem geridas, podendo-se facilmente compensar as diferenças de preço da carne produzida em sistemas extensivos com a redução das quantidades consumidas.
Assim, caro Senhor Reitor, tenho a agradecer-lhe chamar a atenção para a importância dos mercados públicos para as políticas ambientais e de gestão do território, mas tenho pena, francamente pena, que a vontade de surfar a onda de tanta gente mal informada o tenha levado a pôr a Universidade de Coimbra na posição de um agente pouco sofisticado e ignorante, ignorando, por exemplo, o bom exemplo do Instituto Politécnico de Bragança, que nas suas cantinas apenas serve carne de vaca mirandesa com Denominação de Origem Protegida.
A minha sugestão é simples: prepare uma decisão com cabeça tronco e membros, avalie o que realmente quer fazer, saiba que alternativas vai querer usar, e ponha o assunto em discussão pública.
Do ponto de vista da sensibilização o processo seria muito mais produtivo e a Universidade cumpriria a sua função de dignificar a ciência acima do senso comum.
Ganhávamos todos.
o de dignificar a ciência acima do senso comum.
Ganhávamos todos. "
Ribatejano
Torres Novas
2019-08-18 19:47
105.184.198.163    

"A vida é como um livro. Cada dia uma página nova, cada hora uma vírgula. Mas nem o lápis pode escrever o futuro nem a borracha pode apagar o passado.
De repente chega um momento em que Deus nos tira o lápis e escreve FIM !
Por esse motivo, aproveite bem o hoje, pois cada momento é único. O passado não volta e o futuro pode não chegar.
Não desperdice o tempo com mágoas e brigas. Busque a felicidade. Simplesmente viva e tente ser feliz. "

- Autor desconhecido.
Abílio Conde Vieira
Assentis
2019-08-12 21:59
105.186.240.152    

Transcrevo integralmente tal como acabo de receber:

" Embora a palavra presidenta esteja dicionarizada, e alguns especialistas defendam o seu uso, assim como o de «estudanta», «ajudanta», «parenta», continuo a pensar que tais formas se devem evitar na linguagem que se queira mais cuidada. A tendência popular é, de facto, «feminizar» os substantivos provenientes do particípio presente latino que não variava em género: "amans","amantis" (amante,que ama); "legens", "legentis" (lente, que lê); "audiens", "audientis" (ouvinte, que ouve). Na minha opinião, porém, a tendência popular não torna obrigatório para todos os falantes o uso das formas populares em qualquer contexto ou discurso.
Desculpem-me os especialistas, por certo mais experientes e sabedores destas coisas da Língua, mas não estou a ver um ofício de um organismo público da Educação, dirigido a uma escola, a falar na «estudanta» que perdeu o ano por faltas.
Em conclusão, se fosse eu, dirigia uma carta à «Senhora Presidente».
Teresa Álvares


— Em Portugal, a forma culta e única aceite em discurso formal é presidente — os nomes acabados em -ente são comuns de dois. Existem, porém, formas populares em que se constrói o feminino em -a — estudanta, sargenta, comercianta. Estas formas têm um cunho pejorativo.
— No Brasil, a situação não será muito diferente. Porém, dado o empenho da Dilma Roussef em se ter chamado a si própria presidenta (numa atitude de clara afirmação feminista — e, quem sabe?, populista), o termo acabará certamente por entrar nos dicionários sem marca de uso, assumindo ser aceite na norma culta.
O feminino das palavras infante, governante e elefante, a propósito da correcção de presidenta-.
Como ponto prévio, se dirá que a dúvida apresentada diz respeito a três palavras de natureza diferente, e que estas palavras não terminam em -ente (como presidente), do particípio presente de verbos latinos, mas em -ante.
Analisemos, então, cada uma das palavras e por que motivo elas têm o morfema -a no feminino.
A palavra infante provém do latim infans, infantis, que significava «aquele que não fala», «aquele que tem pouca idade», «criança», passando, em português, também a designar «filho do rei, irmão do príncipe herdeiro», «irmão do rei». Na acepção de «criança», a palavra entra no português como substantivo comum de dois («o ou a infante») e assim é utilizada pelos clássicos. Entretanto, por influência do francês infante, feminino de infant, começa a utilizar-se o termo infanta, apenas na acepção de «filha de rei ou de rainha, não herdeira da coroa». O termo infanta não é, pois, formado do pretenso «masculino» infante, mas provém do francês.
Quanto à palavra governante, trata-se de um termo oriundo do francês, ainda sentido em meados do século XIX como um «francesismo inadmissível e desnecessário» (Novo Diccionario da Lingua Portugueza, por Eduardo de Faria, 1857). Com o significado de «pessoa que governa», é um substantivo comum de dois («o ou a governante»). A palavra governanta entra posteriormente no português, também proveniente do francês, com o significado de «mulher a quem estava confiada a administração de uma casa» e também vai ser sentida como galicismo, por ocupar o mesmo espaço que aia, ama, criada grave. Não é, pois, uma palavra formada do português governante, não tendo, naturalmente, o significado de «mulher que preside ao governo de um país ou dele faz parte».
Finalmente, o substantivo feminino elefanta já está registado há séculos em dicionários: provém do latim, de um substantivo que assume normalmente as duas formas (o elefante e a elefanta), não sendo formado de nenhum verbo. Há, no entanto, quem utilize apenas uma forma, considerando-o um substantivo epiceno, como é regra geral em grande parte dos nomes de animais.
Em suma, estas palavras terminadas em -e que formam o feminino com a utilização do morfema -a são excepções em relação à regra relativa à formação do feminino dos substantivos ou adjectivos terminados em -ente da mesma família de verbos cujos particípios presentes são reveladores de quem pratica a acção daquele verbo.
Mudar uma palavra que acaba em -ente para o feminino, contra a lógica gramatical não é um erro de linguagem? Por exemplo não escrevemos tenenta, assistenta, gerenta, doenta..... Então presidenta, ao contrário de todas as outras palavras terminadas em -ente não quebra a lógica? E atenção a uma coisa: haver um registo escrito de uma palavra não quer dizer que o autor que escreveu essa palavra estivesse correcto ou a estivesse a escrever achando que a palavra estivesse correcta; autores muitas vezes põem erros de gramática ou lexicais na voz de personagens como forma de caracterizar essas personagens. "


Francesco Sinibaldi
2019-08-10 13:17
87.5.37.173    
Una emoción perpetua.
( third version )

Siento el mágico
canto que viene de
lejos donando la luz
de una efímera
calma: después de
la tarde intenso
y constante regresa
el sonido del viento
impetuoso que
mueve las hojas
dejando en los
campos la nueva
tristeza del silencio
perdido...

Francesco Sinibaldi
Abílio Conde Vieira
Assentis
2019-07-31 20:52
105.225.5.80    


ÁRVORES, ÁRVORES e mais ÁRVORES, Precisam-se.

Uma lição da Etiópia

Ontem, 30.Julho.2019, foi anunciado ao Mundo um acontecimento ocorrido dias antes num país do Continente Africano - a Etiópia - o qual deveria servir de exemplo a "copiar" por todos os países sem excepção.
Ao que consta terá sido batido o record do número de plantação de árvores num só dia, qualquer coisa como duzentos e cinquenta milhões. Estarão exagerados os números publicados? Não faço ideia.
A intenção, como foi noticiado, foi a de reflorestar aquele país que ao longo das últimas gerações tem sofrido uma perigosa devastação das suas áreas florestais, daí resultando graves consequências para o seu meio ambiente.
Aleluia, dizemos nós. Parabéns Etiópia.
Que belo exemplo para todo o Mundo, principalmente para o chamado "primeiro mundo"

Ficamos à espera que também o nosso Portugal "copie" bons exemplos como este. Não precisamos de bater recordes, precisamos sim de motivar o nosso povo no sentido de aderir em força a que acima de tudo se replantem todas as áreas florestais ardidas nas últimas décadas.
Que paralelamente e sem tréguas se comece também a dar cabo dessa nefasta peste chamada eucalipto.

Abílio Conde Vieira
Assentis
2019-07-22 19:33
105.225.83.144    

Como acabei de receber, transcrevo, sem comentar. Pena as fotografias não poderem acompanhar esta transcrição:


"PORTUGAL ESQUECEU-SE DE NÓS" - CAMPEÕES DO MUNDO DE HÓQUEI EM ESPANHA HÁ 59 ANOS

Hoquistas portugueses recordam vitória na final em Espanha há 59 anos
Amadeu Bouçós e Francisco Velasco marcaram no triunfo sobre a Espanha na célebre final de 1960.

Os campeões do mundo de hóquei em patins de 1960, na primeira vez que Portugal venceu um mundial da modalidade em Espanha, revelaram-se "esquecidos" por não terem sido também lembrados pela efeméride durante o recente Barcelona2019.
"Nem sequer falaram de nós e nós fomos a equipa considerada a melhor de todos os tempos. Nem sequer falaram nisso. Falaram nos primeiros, Jesus Correia e Correia dos Santos, que foram de facto fantásticos também, mas nós também marcámos uma época e ganhámos a primeira vez em Espanha (1960, em Madrid) e nem falaram neste campeonato do mundo sobre isso", sublinhou à agência Lusa Amadeu Bouçós.
Amadeu Bouçós, 84 anos, e Francisco Velasco, 85, juntamente com Fernando Adrião, já falecido, marcaram os três golos na "inédita" vitória por 3-1 frente à Espanha, na final da 14.ª edição do Campeonato do Mundo, disputado em 1960, que se realizou em Madrid.
No recente Campeonato do Mundo de hóquei em patins, em Barcelona, a Federação Portuguesa de Patinagem homenageou António Livramento, ex-avançado português que também jogou na seleção nacional com Moreira, Bouçós, Velasco e Fernando Adrião - o "Pelé do hóquei",
como foi considerado na Argentina.
"Ele (Livramento) estreou-se comigo a jogar no Chile. E digo-lhe mais, no dia em que ele se estreou e ganhámos o campeonato do mundo, para mim, foi das melhores exibições do Livramento, porque depois ele tornou-se individualista, mas foi um grande jogador", afirmou Bouçós.
O antigo hoquista luso-moçambicano adiantou: "Acho piada esquecerem o Adrião, que foi considerado o melhor jogador do mundo. O Livramento merece ser louvado, mas nós tivemos um papel muito importante (na modalidade nacional)."
"Poderiam ter falado naquela equipa que foi seis anos campeã do mundo, seis anos campeã da Europa, ganhámos tudo e nunca empatámos um jogo, ganhámos todos os jogos e não falaram sequer nisso. Ou perderam os aquivos?", vincou Amadeu Bouçós.
Hoje, aos 85 anos, Francisco Velasco lembra também que esteve "cinco anos na seleção nacional" e não perdeu um torneio: "Nós ganhámos tudo quanto havia para ganhar e, agora, se as pessoas querem esquecer isso, estão a esquecer um dos períodos mais gloriosos do hóquei em patins (nacional português)."
"Costumo dizer que quando alguém tira alguma coisa, tira o lugar onde vive. Tiraram-nos a terra, tiraram-nos a cidade, tiraram-nos o recinto e a estação, tiraram-nos os amigos, ficámos sem nada", rematou Amadeu Bouçós, referindo-se a Moçambique: "Essa minha terra."

Francesco Sinibaldi
2019-07-21 13:06
79.34.211.123    
Una emoción perpetua.
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Después de
la tarde intenso
y constante regresa
el sonido del viento
impetuoso que
mueve las hojas
dejando en los
campos la nueva
tristeza del silencio
perdido...

Francesco Sinibaldi
 
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