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Ribatejano
Torres Novas
2019-01-29 19:21
105.184.77.212    


Eliminar os nomes dos animais dos provérbios

Bela resposta! Este sabe distinguir um burro de um estúpido!

A recente campanha desenvolvida pelo PAN tem, na realidade, origem numa semelhante iniciada pelo PETA nos EUA.
De uma pessoa amiga recebi este comentário ao PAN. Vale a pena relembrar.


Temos de tratar os bois pelos nomes e alertar os senhores do PAN para tirarem o cavalinho da chuva e avisar estes senhores que vozes de burro não chegam ao céu.

Esta ideia de impedir de atirar o pau ao gato tentando censurar os
termos linguísticos, culturais e populares é no mínimo idiota.

Nem que a vaca tussa meus caros, nós portugueses não vamos fazer
figura de urso e engolir sapos para que possam vocês satisfazer o
vosso egocentrismo animalesco.

Ficam desde já avisados que andarem por ai feitas baratas tontas a
querer suprimir e censurar cultura popular com base nas vossas ideias Pantásticas é o mesmo que alimentar um burro a pão-de-ló.

E como gato escaldado de água fria tem medo desde já vos adianto que nem a galinha da minha vizinha é melhor que a minha, nem vou verter lágrimas de crocodilo para que vossas animalescas inteligências possam vir ditar o que eu posso ou não dizer ou escrever.

Como tudo na vida os cães ladram e a caravana passa e eu não aceito essa ideologia fanática e extremista que em nada contribui para o bem-estar animal.

Vocês que não fazem um boi por este país a não ser gastar recursos
públicos querem agora vir impor-me mudança de provérbios e expressões populares?

Não meus caros PANeleitores e PANfanaticos eu continuarei a atirar o pau ao gato e a assustar a dona Chica, agora fico é com a pulga atrás da orelha sim essa pulga maldita que ou chora ou grita, estou a ver que se inclinam para a censura.

São 4% de mentes iluminadas a apoiar coisas destas é com satisfação que faço parte dos outros 96% e nem que a porca troça o rabo me fazem evitar pisar o rabo ao gato, porque se há coisa que gosto é da nossa língua e das nossas tradições.

Não sejam hipócritas e que nas próximas eleições possam ir com os
porcos é o que lhes desejo.

Não pensem muito porque a pensar morreu um burro e o vosso pensamento incomoda-nos!
Diria mais, vozes de burro não chegam ao céu!

Ribatejano
Torres Novas
2019-01-29 18:57
105.184.77.212    


Texto dedicado a todos os avós

Recado de uma mãe para a avó dos filhos:
• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.
• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.
• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.
• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.
• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.
• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.
• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.
• O iPad é a única coisa eletrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.
• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.
• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.
• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.
• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.
• Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.
• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.
• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.
• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.
• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.
PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.
PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.
RESPOSTA DA AVÓ:
• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.
• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.
• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.
• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.
• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.
• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.
• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa malcheirosa, filha.
• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.
• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.
• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.
• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.
• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.
• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.
PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos."
fantasma
2018-12-31 21:19
189.54.147.87  
Bom natal para os descendentes de Luiz de Camões apesar de o maior português ter sido Fernando Pessoa .Honesto culto e com brios patrióticos. Ele foi português e não brasileiro como o revoltado de Ourem falou.
Torrejano
Torres Novas
2018-12-25 19:15
105.184.92.74    
" A TÁBUA E OS PREGOS.

Era uma vez um rapazinho possuidor de temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai entregou-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira e disse-lhe que, em vez de reagir insultando, pregasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com quem quer que fosse.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia ia diminuindo gradualmente.
O que fez com que o moço verificasse que dava menos trabalho controlar-se que ter que todos os dias pregar vários pregos na tábua...
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Contou ao pai o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
Então o pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e lha trouxesse. O rapaz cumpriu trazendo-a e devolvendo-a ao pai já sem prego nenhum, ao que o pai respondeu:
- Estás de parabéns, meu filho!
Mas já reparaste nos buracos que os pregos deixaram na tábua?
Nunca mais ela será como antes, não é verdade?
Também tu quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Deixam feridas, algumas muito dolorosas.
Podes espetar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpa, a cicatriz continuará lá.
Uma agressão verbal é, muitas vezes, tão violenta e fere tanto ou mais que uma agressão física.
Por isso, controla-te filho.Evita-a, sempre. "

Alfredo de Sousa Tomaz
Ponte da Barca
2018-12-23 11:59
37.189.232.246  
Não queria deixar terminar este ano sem voltar a este espaço dedicado a Assentis, pelo menos por uma vez. Sim, é verdade que tenho andado arredado mas não porque o amor que tenho pela terra onde passei parte da minha infância, tenha esmorecido. Embora não tenha nascido em Assentis (nasci na Cova da Iria como certamente sabem) é a terra de meus pais e como tal é também a minha terra. Eu costumo dizer que tenho várias "terras" e é verdade. Todas elas me marcaram de uma ou outra forma: Fátima onde vi pela primeira vez a luz do dia; Assentis a terra onde aprendi as primeiras letras e onde fiz os primeiros amigos; Luanda onde passei grande parte da minha vida, onde estudei, me fiz homem, casei e onde nasceram a minha filha e o meu filho; Matosinhos onde vivi mais de trinta anos a tentar recompor a vida depois da atribulada saída de Angola; e finalmente Ponte da Barca, a terra que escolhi para envelhecer e onde me sinto bem. Meus queridos familiares que vivem na região, minhas amigas e meus amigos, desejo-vos um Santo e Feliz Natal e que 2019 seja o ano de concretização de todos os vossos sonhos. Abraço-vos com amizade. Alfredo de Sousa Tomaz.
Abílio Conde Vieira
Assentis
2018-12-18 21:27
105.186.240.149    

Há poucos dias chegou-me à mão uma mensagem cujo texto, ao que consta, refere as últimas palavras de Steve Jobs antes de falecer. Ao lê-la fiquei deveras emocionado.
Por tal motivo e também por entender que o seu conteúdo merecia que eu o transcrevesse para este site, antes de o fazer, pedi ao amigo Alfredo Sousa Tomaz o favor de o "passar de brasileiro para português. O que ele fez e aqui lhe quero agradecer.
Para terminar esclareço que nada tenho contra o que se fala ou escreve em"brasileiro". Mas defendendo a nossa língua, como sempre fiz e disso me prezo, a dita transcrição teria, por tal motivo, forçosamente, de ser transcrita na nossa língua e não noutra.
Eis então a referida importante mensagem:

"Os conselhos de STEVE JOBS

Steve Jobs, multimilionário que morreu de cancro no pâncreas aos 56 anos de idade, proferiu, no seu leito de morte, estas últimas palavras:

Cheguei ao topo no mundo dos negócios. Aos olhos dos outros a minha vida é um epítome do sucesso. No entanto, além do trabalho, pouca alegria de viver me resta. A riqueza é apenas um facto da vida ao qual estou acostumado.
Neste momento, na cama, doente e recordando toda a minha vida percebo que todo o reconhecimento e riqueza de que tanto me orgulhei empalideceram e deixaram de fazer sentido perante a iminência da morte.
Podemos contratar alguém que, no nosso carro, nos leve aonde necessitamos; alguém que mantenha o negócio próspero e lucrativo, mas não podemos ter ninguém que suporte por nós a doença.
Coisas materiais perdidas podem ser recuperadas, mas há uma coisa que uma vez perdida, jamais poderá ser reencontrada: A VIDA.
Quando alguém entra no bloco operatório, apercebe-se que existe um “livro” que terá de acabar de “ler”:
O "Livro da Vida Saudável".
Qualquer que seja o estágio da vida em que nos encontramos, mais tarde ou mais cedo chegará o dia em que a cortina irá cair.
Presenteie com amor a sua família, o seu cônjuge, os seus amigos... Trate bem de si e valorize os outros.
À medida que envelhecemos e aumenta portanto a nossa sabedoria, percebemos que usando um relógio de 300 dólares ou um de 30, ambos marcarão a mesma hora.
Quer tenhamos uma carteira de 300 dólares ou uma de 30 o dinheiro dentro dela será apenas o que possuirmos, nem mais nem menos.
Quer utilizemos um carro luxuoso de150.000 dólares ou um utilitário de 30.000, a estrada e a distância a percorrer são as mesmas e chegamos ao mesmo destino.
Quer bebamos uma garrafa de vinho de 300 dólares ou uma de 30 a ressaca é a mesma. Se a casa em que vivemos é de 300 ou 3000 Metros quadrados, não é o tamanho da casa que vai minorar a solidão.
Quer se viaje em primeira ou em classe económica, se o avião cair, cai-se com ele.
Perceberemos que a verdadeira felicidade interior não vem das coisas materiais deste mundo.
Portanto, você que me escuta, espero que entenda que quando tem amigos e velhos amigos, irmãos e irmãs com quem conversa, ri, brinca, canta, fala sobre o norte-sul-leste-oeste ou céu e terra... Isso é a verdadeira felicidade!
Cinco factos inegáveis da vida
1. Não ensine os seus filhos a serem ricos. Eduque-os para serem felizes. Assim, quando crescerem, saberão o valor das coisas e não o seu preço.
2. Melhores palavras premiadas em Londres: "Coma a sua comida como se fossem medicamentos. Caso contrário, você acabará por comer medicamentos como se fosse comida."
3. Quem o ama nunca o trocará por outro porque mesmo que haja 100 razões para desistir, ele ou ela
encontrará uma razão para ficar.
4. Há uma grande diferença entre um ser humano e ser humano.
Poucos entendem esta realidade.
5. Você é amado quando nasce e será amado ao morrer. Pelo meio terá que
ser você a gerir.
Os seis melhores “médicos” do mundo
1. Luz do Sol
2. Descanso
3. Exercício
4. Dieta
5. Autoconfiança
6. Amigos.

Mantenha-os em todas as fases da vida e você desfrutará de uma vida saudável. Se a sua intenção é andar depressa ande sozinho, mas se prefere caminhar para longe, ande acompanhado.

Steven Paul Jobs
Nasceu a 24 de Fevereiro de 1955 em S. Francisco (Califórnia)
Faleceu a 5 de Novembro de 2011 em Palo Alto (Califórnia) "

Abílio Conde Vieira
Assentis
2018-11-20 20:02
105.228.84.198    
Exactamente como recebi, transcrevo:


" A epopéia da vergonha.

Tiro o meu chapéu à inspiração do autor.

Luís Vais Sem Tostões

Uma excelente paródia com as 4 primeiras estrofes dos Lusíadas


Os Lusíadas do Século XXI
Canalhíadas

I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta..

IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


Luís Vais Sem Tostões "

Abílio Conde Vieira
Assentis
2018-11-03 20:00
105.227.176.200    



" A VERDADE E A MENTIRA


Reza uma lenda do Séc. XIX que um dia a Verdade e a Mentira encontraram-se.
Diz a Mentira à Verdade: "Está um dia tão bonito". E estava de facto um dia muito bonito.
Passam algum tempo juntas até que chegam junto de um poço. " A água está tão agradável, porque não tomamos um banho as duas?" sugere a Mentira.
A Verdade, embora reticente, lá toca na água e a água estava realmente agradável. Despem-se então e banham-se.
De repente a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.
A Verdade salta do poço e corre todos os lugares para encontrar a Mentira e recuperar as suas vestes. O Mundo, vendo-se confrontado com a nudez da Verdade, revira os olhos, entre o desprezo e a raiva. A Verdade volta então ao poço onde desaparece para sempre, escondendo a sua vergonha.
Desde então a Mentira tem percorrido o Mundo com as roupas da Verdade, satisfazendo os caprichos das pessoas e das sociedades, e o Mundo, esse, continua a recusar-se a encarar a Verdade nua. "

Nota:
Jean-Léon Gérôme pintou em 1896 um quadro alusivo a esta lenda mostrando A Verdade (na figura de uma linda mulher nua) a sair do poço armada do seu chicote para castigar a Humanidade.

Ribatejano
Torres Novas
2018-09-12 20:46
105.225.148.196    


AINDA HÁ LIDERES INTELIGENTES, PENA É QUE SEJAM POUCOS OU APROVEITEM A INTELIGÊNCIA PARA OUTROS FINS ..........

A origem da burca

A burka, traje islâmico que cobre o rosto e corpo da mulher, tem a sua origem num culto à divindade Astarte, deusa do amor, da fertilidade e da sexualidade, na antiga Mesopotâmia.

Em homenagem à deusa do amor físico, todas as mulheres, sem exceção, tinham de se prostituir uma vez por ano, nos bosques sagrados em redor do templo da deusa.

Para cumprirem o preceito divino sem serem reconhecidas, as mulheres de alta sociedade acostumaram-se a usar um longo véu em proteção da sua identidade.

Com base nessa origem histórica, Mustapha Kemal Atatürk, fundador da moderna Turquia (1923 – 1938), no quadro das profundas e revolucionárias reformas políticas, económica e culturais, que introduziu no país, desejoso de acabar de uma por todas com a burka, serviu-se de uma brilhante astúcia para calar a boca dos fundamentalistas da época.

Pôs definitivamente um fim à burka na Turquia com uma simples lei que determinava o seguinte:

«Com efeito imediato, todas as mulheres turcas têm o direito de se vestir como quiserem, no entanto todas as prostitutas devem usar a burka».

No dia seguinte, ninguém mais viu a burka na Turquia.

Essa lei ainda se mantém em vigor.

Ribatejano
Torres Novas
2018-08-27 18:46
105.225.49.206    

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Quem é do Norte, conhece! Quem não é, aprenda!

1. Adianta um grosso – Não vale a pena
2. Aguça – Afia
3. Alapar – Sentar
4. Andar de cu tremido – Viajar sentado num veículo
5. Arreganhar a tacha – Rir e mostrar muito os dentes
6. Banca – Pia de lavar a loiça
7. Basqueiro – Barulho
8. Beiçudo/Estar de beiças – Mal-humorado
9. Bergar a mola – Trabalhar
10. Bicha – Fila
11. Biqueiro – Pontapé
12. Biscate – Serviço temporário pago
13. Bisga – Cuspidela
14. Borra-Botas – Zé Ninguém
15. Breca – Cãibra
16. Bregalho – Pénis
17. Briol – Frio
18. Broeiro – Pessoa rude ou com maus modos
19. Bufar – Soprar
20. Cascos de rolha – Local longe (ou cujo nome a pessoa não recorda)
21. Catraio(a)/Canalha/Canalhada – Crianças/Conjunto de crianças
22. Chaço – Objeto velho (especialmente carro)
23. Chibar – Revelar um segredo ou algo a quem não deveria saber
24. Choldra – Prisão
25. Chuço/Guarda-chuva – Chapéu de chuva
26. Comer o caco – Confundir (no sentido, "não entendo, estás a confundir-me")
27. Cremalheira/Roda cremalheira – Dentes/Dentadura
28. Cruzeta – Cabide
29. Cunfias/Não dar cunfias – Confiança/Não dar confiança
30. Dar um bacalhau – Cumprimentar outra pessoa com um passou-bem
31. Endrominar – Persuadir alguém (com más intensões ou falsos depoimentos)
32. Esbardalhar – Cair
33. Esquinar – Olhar de lado
34. Está um barbeiro – Está muito frio
35. Estar com a piela – Estar embriagado
36. Estar com a rebarba – Estar de ressaca
37. Estar com a telha/com o tau – Estar rabugento
38. Esteio – Parvo
39. Esterqueira – Sujidade
40. Estrilho – Confusão (no sentido de comportamento)
41. Ficar sarapantado – Ficar assustado/muito surpreendido
42. Foguete na meia-calça – Fio que surge num collant rasgado
43. Gânfias – Unhas
44. Grizar – Rir
45. Jeco – Cão
46. Lapada – Chapada
47. Laurear a pevide/Serandar – Passear
48. Levar um pêro – Levar um soco/murro
49. Lingrinhas – Pessoa magra
50. Magnório – Nêspera
51. Mirolho – Pessoa que vê mal
52. Molete – Pão papo-seco
53. Morfar – Comer
54. Morrinha – Chuvisco
55. Naifa/Naifada – Faca/Levar uma facada
56. Não vale um chabeiro – Não vale nada
57. Paleio – aquilo a que se chama "ter muita garganta" quando alguém
fala demais ou é confiante de mais
58. Palheiro – Local sujo/confuso
59. Palheta – Rasteira
60. Parolo – Que tem maus modos ou não se veste/comporta bem
61. Persiana – Estore
62. Peta – Mentira
63. Picheleiro – Canalizador
64. Pincho – Salto
65. Portinhola – Braguilha (referente à abertura das calças)
66. Ráfia – Fome
67. Regar – Mentir
68. Repas – Franja
69. Sabugos – Cutículas das unhas
70. Saraiva/Saraivada – Granizo
71. Sebadola – Pessoa suja ou que se suja com facilidade
72. Ser atabalhoado – Ser trapalhão/desajeitado
73. Sertã – Frigideira
74. Sostra – Preguiçoso(a)
75. Surbia – Cerveja
76. Testo – Tampa do tacho
77. Traquitana – Carro velho
78. Trengo – Trapalhão/desajeitado/totó
79. Trunfa/Gadelha – Cabelo grande e desajeitado
80. Vai dar uma volta ao bilhar grande – Mandar alguém sair do caminho
(especialmente em situações de zanga)
81. Vai-me à loja – Vai passear (no sentido de "não me chateies")

 
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