LIVRO DE VISITAS
 
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Abílio Conde Vieira
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2019-04-09 20:23
105.225.166.98    
Transcrevo tal qual como acabei de receber:



" Do Mural de Lourdes dos Anjos:
Quando os meninos me pediam "papel macio pró c u e roupa boa prá gente"…Um dos textos que mais me custou a escrever e por isso tem mais lágrimas do que palavras.
Estávamos ainda no século XX, no longínquo ano de 1968, quando a vida me deu oportunidade de cumprir um dos meus sonhos: ser professora. Dei comigo numa escola masculina, ali muito pertinho do rio Douro, na primeira freguesia de Penafiel, no lugar de Rio Mau.Era tão longe, da minha rua do Bonfim, não podia vir para casa no final do dia, não tinha a minha gente, e eu era uma menina da cidade com algum mimo, muitas rosas na alma, e tinha apenas 18 anos. Nada me fazia pensar que tanta esperança e tanta alegria me trariam tanta vida e tantas lágrimas. Os meninos afinal eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um pedaço de broa no bolso das calças remendadas.
As meninas eram mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes da missa, de saias de cotim, braços cansados de dar colo aos irmãos mais novos, e de rodilha na cabeça para aguentar o peso dos alguidares de roupa para lavar no rio ou dos molhos de erva para alimentar o gado.
As mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, gente que trabalhava de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas cachopas para a cidade, “servir” para casa de gente de posses. Seria menos uma malga de caldo para encher e uns tostões que chegavam pelo correio, no final de cada mês.
Os homens eram mineiros no Pejão, traziam horas de sono por cumprir, serviam-se da mulher pela madrugada, mesmo que fosse no aido das vacas enquanto os filhos dormiam (quatro em cada enxerga), cultivavam as leiras que tinham ao redor da casa, ou perto do rio e nos dias de invernia, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho que na venda fiavam até receberem a féria, conseguiam dar ao seu dia mais que as 24 horas que realmente ele tinha. Filhos, eram coisas de mães e quando corriam pró torto era o cinto das calças do pai que “inducava” … e a mãe também “provava da isca” para não dizer amém com eles…E os filhos faziam-se gente.
E era uma festa quando começavam a ler as letras gordas dum velho pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa…o menino já lia.. ai que ele é tão fino… se deus quiser, vai ser um homem e ter uma profissão!
Ai como a escola e a professora eram coisas tão importantes!
A escola que ia até aos mais remotos lugares, ao encontro das crianças que afinal até nem tinham nascido crianças…eram apenas mais braços para trabalhar, mais futuro para os pais em fim de vida, mais gente para desbravar os socalcos do Douro, mais vozes para cantar em tempo de colheitas.
E os meninos ensinaram-me a ser gente, a lutar por eles, a amanhar a lampreia, a grelhar o sável nas pedras do rio aquecidas pelas brasas, a rir de pequenas coisas, a sonhar com um país diferente, a saber que ler e escrever e pensar não é coisa para ricos mas para todos, para todos.
E por lá vivi e cresci durante três anos e por lá fiz amigos e por lá semeei algumas flores que trazia na alma inquieta de jovem que julgava conseguir fazer um mundo menos desigual.
E foi o padre António Augusto Vasconcelos, de Rio Mau, Sebolido, Penafiel, que me foi casar ao mosteiro de Leça do Balio no ano de 1971 e aí me entregou um envelope com mil oitocentos e três escudos (o meu ordenado mensal) como prenda de casamento conseguida entre todos os meus alunos mais as colegas da escola mais as senhoras da Casa do Outeiro. E foi na igreja de Sebolido que baptizou o meu filho, no dia 1 de janeiro de 1973.
E é deste povo que tenho saudades. O povo que lutou sem armas, que voou sem asas, que escreveu páginas de Portugal sem saber as letras do seu próprio nome.
Hoje, o povo navega na internet, sabe a marca e os preços dos carros topo de gama, sabe os nomes de quem nos saqueia a vida e suga o sangue, mas é neles que vai votando enquanto continua à espera de um milagre de Fátima, duns trocos que os velhos guardaram, do dia das eleições para ir passear e comer fora, de saber se o jogador de futebol se zangou com a gaja que tinha comprado com os seus milhões, e é claro de ver um filmezito escaldante para aquecer a sua relação que estava há tempos no congelador.
As escolas fecharam-se, os professores foram quase todos trocados por gente que vende aulas aqui, ali e acolá, os papás são todos doutores da mula russa e sabem todas as técnicas de educação mas deseducam os seus génios, os pequenos /grandes ditadores que até são seus filhinhos e o país tornou-se um fabuloso manicómio onde os finórios são felizes e os burros comem palha e esperam pelo dia do abate.
Sabem que mais?!
Ainda vejo as letras enormes escritas no quadro preto da escola masculina, ao final da tarde de sábado, por moços de doze e treze anos com estes dois pedidos que me faziam: “Professora vá devagar que a estrada é ruim, e não se esqueça de trazer na segunda-feira, papel macio pró c u e roupa boa dos seus sobrinhos prá gente”.
Esta gente foi a gente com quem me fiz gente.
Hoje, não há gente… é tudo transgénico .
O povo adormeceu à sombra do muro da eira que construiu mas os senhores do mundo, estão acordadinhos e atentos, escarrapachados nos seus solários “badalhocamente” ricos e extraordinariamente felizes porque inventaram máquinas e reinventaram novos escravos.
Dizem que já estamos no século XXI...”

Abílio Conde Vieira
Assentis
2019-04-01 18:54
105.227.23.186    

"Saber não ocupa lugar",

ensinavam-nos desde a infância.
Portanto, quem quiser saber a origem do "dia das mentiras" que é anualmente recordado no dia 1 de Abril, é só ler o texto que aqui transcrevo, "acabadinho" de receber de um amigo que o escreveu depois de pesquisa por ele efectuada na Internet:

" - A culpa é de uma mudança no calendário cristão, feita no século XVI.

A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574).
Desde o começo do século 16, o ano-novo era comemorado a 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando a 1 de abril.

Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía no 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data.

Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, partiu para a Inglaterra e daí para o mundo."

Ribatejano
Torres Novas
2019-03-20 21:39
105.184.32.198    



Subject: ESSA É DE DOER.
Quem sabe, sabe...

Consta que, certa noite, anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de "Mouton Rothschild", safra 1928.

O empregado mesa, em vez de trazer a garrafa para mostrar ao cliente, traz o decante de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar.

O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir o aroma,fecha os olhos e cheira o vinho.

Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente:

- Isto aqui não é um Mouton de 1928!

O empregado de mesa assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é.

Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chefe de mesa e o gerente do hotel, que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.

De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.

- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho.

Consternação geral.

O empregado de mesa então, de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:

- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal, o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.

Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o empregado de mesa pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:

- Quando voltar para casa esta noite peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha dois orifícios do corpo dela muito próximos um do outro e faça um teste de olfacto. Você perceberá a subtil diferença que pode haver numa pequeníssima distância geográfica.

In vino veritas

Abílio Conde Vieira
Assentis
2019-03-14 20:15
105.225.23.60    

De um amigo e ex-colega de trabalho acabei de receber um e-mail cujo texto, porque dele gosto, abaixo o transcrevo na íntegra.
Era de facto assim, como o autor descreve, a bela "Pérola do Índico", Lourenço Marques.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
A saudade, essa não muda...



" Falta uma referência, às sandes de carne assada da Nacional...

Lourenço Marques - Moçambique

(Não sei quem escreveu, mas partilho)

A saudade é o tempo que passou. Para «acalmar» os momentos de nostalgia sento-me e recordo com saudade a minha querida cidade de Lourenço Marques, Moçambique!
São nove horas e trinta minutos de um anoitecer cálido de Verão. Sentado numa das cadeiras que ornamentam a varanda recuada da minha «palhota» (casa em gíria africana) olho a linha alaranjada do horizonte que se perde no mar de Matosinhos e as nuvens difusas da poluição que cai sobre os campos verdejantes da minha terra. A lassidão trouxe-me à mente longínquas imagens do passado. De um passado que recuou à juventude dos meus vinte anos…
Embalado por essas imagens, semicerrei os olhos e deixei-me sonhar e embalar numa onda de saudade que me transportou a outro lugar e a mais de quatro décadas atrás. Sei lá quanto tempo durou a minha visão… talvez minutos, talvez horas, mas tenho a certeza de que foi linda e que tudo ao meu redor me pareceu melancólico e triste quando se dissipou a minha romagem de saudade.
Comovido? Claro! Além de me considerar um incorrigível sentimentalista — creio que qualquer um outro, no meu lugar, teria sentido, também, dificuldade em controlar algumas lágrimas teimosas —, recordei com saudade tudo o que para sempre ficou para trás. E, porque não confessá-lo, talvez que nessa comoção existisse um misto de saudade e de gratidão. Sim, gratidão porque aprendi, no passado, a sentir saudade!
Através da névoa dos anos passados em Lourenço Marques, vi-me no «Continental», no «Scala», na esplanada do velho «Nicola» rodeada pelas frondosas árvores da Praça 7 de Março. Vi-me entre os colegas e as velhas «Linotypes» do jornal «Notícias de Lourenço Marques». Vi-me entre aquela simpática gente que recebia, sempre de braços abertos, os que chegavam pela primeira vez à bela cidade, construída pelos portugueses na parte oriental de África, e que as mornas águas do Índico banhavam. Vi-me entre os jovens da minha idade que, em grupos, se reuniam na esplanada da «Cristal» ou da «Princesa», mesmo junto do Liceu Salazar e da Escola Comercial, contando anedotas e «confessando» os segredos próprios da juventude. Vi-me nas fugidas que fazíamos à Cooperativa dos Criadores de Gado, para saborear as deliciosas arrufadas, as estaladiças «waffles» e o batido de chocolate gelado. Vi-me muito bem instalado a saborear os famosos «pregos» em pão do «Marialva», a bem temperada galinha à cafreal da «Imperial» e os camarões grelhados com molho de limão e manteiga do «Piripiri»… Havia lá melhor manjar!
Vi-me, tantas vezes em grupo, a deslocar-me ao Mercado Vasco da Gama para viver uma aventura de vida e de cor, com aquelas bancadas de vendedeiras brancas e negras, mulatas, indianas ou chinesas, regateando o preço e a qualidade dos seus produtos dos mais variados tipos. Sempre apinhado de turistas, vindos da África do Sul e da Rodésia, aquele mercado tornava a cidade mais cosmopolitana. Ah!… e aquelas mangas saborosíssimas, as enormes abacates, as papaias rosadas, o aromático maracujá e o suculento abacaxi, o caju assado pelas «mamanas» numa rudimentar lata com carvão incandescente e também as deliciosas e doces laranjas de casca verde. Oh!… tantos cheiros e sabores da fruta tropical que se cultivava nos campos circunvizinhos da cidade (Matola, Boane, Goba, Marracuene, Umbelúzi…)
O meu sonho «levou-me» ainda ao paradisíaco Jardim Vasco da Gama e à paz que se gozava entre a fresca e a variada vegetação onde se sentia, também, a alegria dos parzinhos de namorados que se prometiam sentados nos bancos de pedra ou de madeira espalhados sob aquelas frondosas e seculares árvores. Vi-me levado ao inesquecível «passeio dos tristes» (desde o «Zambi» até à Costa do Sol ou até ao Bairro dos Pescadores), ao pôr-do-sol passando pelo «Miramar». Aqui a paragem era obrigatória para admirar a beleza daqueles corpos morenos que se bronzeavam deitados sobre as areias finas e limpas que se perdiam numa extensão de cerca de trinta quilómetros, até à selvagem praia da Macaneta bem escondidinha na foz do rio Incomáti!
Vi-me ao volante do meu «Cooper S» entre os muitos «fângios» que aceleravam, até ao máximo das rotações, na pista da Costa do Sol. Vi-me a percorrer a marginal e a gozar a beleza de uma paisagem inesquecível enquadrada por velhas palmeiras, acácias e jacarandás e por um mar calmo e meigo.
E que delírio, quando era domingo de piquenique na Catembe. A travessia da baía do Espírito Santo no belo e típico «ferryboats» era uma saudável «farra» em que todos participavam e cantavam ao som de alguma velha viola, de um improvisado tambor ou mesmo de um roufenho acordeão que algum «turista» resolvia carregar. Ali todos se conheciam e todos confraternizavam em harmoniosa e salutar fraternidade.
Ao chegarmos ao outro lado atirávamos com a «carga» para a areia e espraiávamos o olhar com orgulho naquele inigualável postal turístico que se debruçava perante nós: a moderna e querida cidade de Lourenço Marques que os portugueses construíram desde que, em 1544, foi fundada a feitoria pelo colonizador português! E como nos orgulhávamos da «nossa» cidade ao contemplá-la do outro lado da Baía do Espírito Santo!…
O mar era belo e misterioso e quanto mais dele aproximávamos, mais beleza nos oferecia numa costa de sonho onde figurava a serenidade da praia do Bilene, a bravura do mar na escondidinha Macaneta, a beleza agreste das praias do Xai-Xai, do Chongoene, da pacatez de João Belo, do acolhimento de Inhambane, a terra da boa gente, ou o encanto bravio da Ponta do Ouro!…
O roncar acelerado de um automóvel «acordou-me» do sonho e maldisse a hora em que esse «incómodo despertador» cruzou pela minha rua.
Saboreando o gozo das minhas memórias saí do meu transe. Limpei os olhos húmidos e tentei reconciliar-me com o presente e, num tributo quase de gratidão à terra onde vivi parte da minha juventude, resigno-me a viver cada dia dizendo baixinho:
«Obrigado, Moçambique!
Que saudade sinto de ti!»

Antonio Carlos Bactista
Lisboa
2019-03-11 14:30
189.54.147.87  
Temos escore de 700-655 desde 04/02/2012.
SE reconhecermos que cada cidadão votou 50vezes então so teremos poucas pessoas dando opinião.
Ribatejano
Torres Novas
2019-01-29 19:21
105.184.77.212    


Eliminar os nomes dos animais dos provérbios

Bela resposta! Este sabe distinguir um burro de um estúpido!

A recente campanha desenvolvida pelo PAN tem, na realidade, origem numa semelhante iniciada pelo PETA nos EUA.
De uma pessoa amiga recebi este comentário ao PAN. Vale a pena relembrar.


Temos de tratar os bois pelos nomes e alertar os senhores do PAN para tirarem o cavalinho da chuva e avisar estes senhores que vozes de burro não chegam ao céu.

Esta ideia de impedir de atirar o pau ao gato tentando censurar os
termos linguísticos, culturais e populares é no mínimo idiota.

Nem que a vaca tussa meus caros, nós portugueses não vamos fazer
figura de urso e engolir sapos para que possam vocês satisfazer o
vosso egocentrismo animalesco.

Ficam desde já avisados que andarem por ai feitas baratas tontas a
querer suprimir e censurar cultura popular com base nas vossas ideias Pantásticas é o mesmo que alimentar um burro a pão-de-ló.

E como gato escaldado de água fria tem medo desde já vos adianto que nem a galinha da minha vizinha é melhor que a minha, nem vou verter lágrimas de crocodilo para que vossas animalescas inteligências possam vir ditar o que eu posso ou não dizer ou escrever.

Como tudo na vida os cães ladram e a caravana passa e eu não aceito essa ideologia fanática e extremista que em nada contribui para o bem-estar animal.

Vocês que não fazem um boi por este país a não ser gastar recursos
públicos querem agora vir impor-me mudança de provérbios e expressões populares?

Não meus caros PANeleitores e PANfanaticos eu continuarei a atirar o pau ao gato e a assustar a dona Chica, agora fico é com a pulga atrás da orelha sim essa pulga maldita que ou chora ou grita, estou a ver que se inclinam para a censura.

São 4% de mentes iluminadas a apoiar coisas destas é com satisfação que faço parte dos outros 96% e nem que a porca troça o rabo me fazem evitar pisar o rabo ao gato, porque se há coisa que gosto é da nossa língua e das nossas tradições.

Não sejam hipócritas e que nas próximas eleições possam ir com os
porcos é o que lhes desejo.

Não pensem muito porque a pensar morreu um burro e o vosso pensamento incomoda-nos!
Diria mais, vozes de burro não chegam ao céu!

Ribatejano
Torres Novas
2019-01-29 18:57
105.184.77.212    


Texto dedicado a todos os avós

Recado de uma mãe para a avó dos filhos:
• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.
• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.
• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.
• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.
• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.
• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.
• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.
• O iPad é a única coisa eletrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.
• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.
• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.
• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.
• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.
• Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.
• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.
• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.
• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.
• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.
PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.
PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.
RESPOSTA DA AVÓ:
• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.
• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.
• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.
• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.
• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.
• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.
• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa malcheirosa, filha.
• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.
• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.
• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.
• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.
• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.
• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.
PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos."
fantasma
2018-12-31 21:19
189.54.147.87  
Bom natal para os descendentes de Luiz de Camões apesar de o maior português ter sido Fernando Pessoa .Honesto culto e com brios patrióticos. Ele foi português e não brasileiro como o revoltado de Ourem falou.
Torrejano
Torres Novas
2018-12-25 19:15
105.184.92.74    
" A TÁBUA E OS PREGOS.

Era uma vez um rapazinho possuidor de temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai entregou-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira e disse-lhe que, em vez de reagir insultando, pregasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com quem quer que fosse.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia ia diminuindo gradualmente.
O que fez com que o moço verificasse que dava menos trabalho controlar-se que ter que todos os dias pregar vários pregos na tábua...
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Contou ao pai o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
Então o pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e lha trouxesse. O rapaz cumpriu trazendo-a e devolvendo-a ao pai já sem prego nenhum, ao que o pai respondeu:
- Estás de parabéns, meu filho!
Mas já reparaste nos buracos que os pregos deixaram na tábua?
Nunca mais ela será como antes, não é verdade?
Também tu quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Deixam feridas, algumas muito dolorosas.
Podes espetar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpa, a cicatriz continuará lá.
Uma agressão verbal é, muitas vezes, tão violenta e fere tanto ou mais que uma agressão física.
Por isso, controla-te filho.Evita-a, sempre. "

Alfredo de Sousa Tomaz
Ponte da Barca
2018-12-23 11:59
37.189.232.246  
Não queria deixar terminar este ano sem voltar a este espaço dedicado a Assentis, pelo menos por uma vez. Sim, é verdade que tenho andado arredado mas não porque o amor que tenho pela terra onde passei parte da minha infância, tenha esmorecido. Embora não tenha nascido em Assentis (nasci na Cova da Iria como certamente sabem) é a terra de meus pais e como tal é também a minha terra. Eu costumo dizer que tenho várias "terras" e é verdade. Todas elas me marcaram de uma ou outra forma: Fátima onde vi pela primeira vez a luz do dia; Assentis a terra onde aprendi as primeiras letras e onde fiz os primeiros amigos; Luanda onde passei grande parte da minha vida, onde estudei, me fiz homem, casei e onde nasceram a minha filha e o meu filho; Matosinhos onde vivi mais de trinta anos a tentar recompor a vida depois da atribulada saída de Angola; e finalmente Ponte da Barca, a terra que escolhi para envelhecer e onde me sinto bem. Meus queridos familiares que vivem na região, minhas amigas e meus amigos, desejo-vos um Santo e Feliz Natal e que 2019 seja o ano de concretização de todos os vossos sonhos. Abraço-vos com amizade. Alfredo de Sousa Tomaz.
 
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