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MEMÓRIAS DA HISTÓRIA 2008
Medalha de Mérito Municipal do Desporto para o CRCSA Assentis

As “Memórias da História’2008 tiveram um dos seus pontos altos no dia 11 de Outubro, no Teatro Virgínia, com a sessão solene de homenagens a Instituições, Personalidades e Empresas do concelho e respectiva entrega da Medalha de Mérito Municipal. Para António Rodrigues, presidente da Câmara, tratou-se de um dia de excelência do município.

Um dia em que o CRCSA aproveitou para relembrar à autarquia os problemas que o atraso no pagamento dos subsídios causa à colectividade. O jovem João Conde, em representação do presidente, salientou a aposta na melhoria das infra-estruturas pelas sucessivas direcções do CRCSA com o apoio da Junta de Freguesia e Câmara Municipal, apesar das dificuldades financeiras dos últimos tempos.

Aproveitou a ocasião para referir que o trabalho poderia ainda ser mais profícuo se os subsídios camarários fossem pagos atempadamente, um reparo que não caiu bem no executivo camarário. A concluir, João Conde alertou para que as autarquias e outras entidades façam um esforço para fomentar o associativismo, cada vez mais em queda.

A Medalha de Mérito Municipal da Benemerência foi entregue à Congregação das Beneditinas Missionárias de Tutzing, ao Centro de Bem-Estar Social da Zona Alta, a Rosa Carolina dos Santos Rodrigues Pena (a título póstumo) e a Joaquim Canais Rocha. Já o Jornal “O Riachense” e a Sociedade Musical União e Trabalho de Lapas (SMUT) foram agraciados com a Medalha de Mérito Municipal da Cultura, enquanto que a Metalúrgica Coelhos, Lda. e Leais & Oliveira, Lda. receberam a Medalha de Mérito Municipal da Economia.

Por último, o Centro Recreativo e Cultural Santo António de Assentis e o nadador Nuno José dos Santos Vicente foram distinguidos com a Medalha de Mérito Municipal do Desporto.

Azia presidencial

Depois da entrega das medalhas por toda a vereação e presidente da Assembleia Municipal coube a António Rodrigues fechar a sessão. “Hoje é um dia de excelência do município. Mas, é impossível sermos mais abrangentes porque outras pessoas merecem ser homenageadas. Amanhã outros virão”, afirmou, para continuar: “Gostava que as sucessivas “Memórias da História” fizessem História, pois trata-se de homenagear o mérito de torrejanos e torrejanas que têm contribuído para que esta terra seja mais e melhor. Esta é uma homenagem do povo de Torres Novas, uma cerimónia importante na História deste Município”.

Depois, António Rodrigues proferiu algumas palavras sobre todos os homenageados, mas “esqueceu” o CRCSA Assentis, talvez por não ter gostado da quebra de protocolo onde foram feitas críticas à Câmara, ele que até é sócio honorário da colectividade. Da Congregação das Beneditinas Missionárias de Tutzing disse ser o símbolo do trabalho em silêncio, enquanto que o Centro de Bem-Estar Social da Zona Alta é o símbolo dos Centros Sociais do concelho.

Sobre Rosa Pena, Rodrigues salientou que gostava de a ter homenageado em vida e para o edil, Canais Rocha é um grande torrejano que propagandeou a cidade e o concelho.

No que diz respeito a “O Riachense”, o presidente afirmou ser um Jornal dinâmico, com sentido crítico e que desempenha um importante papel de intervenção social em Riachos. Depois de elogiar a Banda mais jovem do concelho, Rodrigues referiu que a Metalúrgica Coelhos e a Leais & Oliveira têm articulado a actividade empresarial com o apoio ao associativismo. Por último, sobre Nuno Vicente, o presidente afirmou ser um jovem lutador que é fruto da dinâmica do Clube de Natação de Torres Novas. A concluir, desejou a todos que continuem com os seus intentos porque o exemplo de cada homenageado há-de fortificar.

A cerimónia foi abrilhantada pela Banda Operária Torrejana, o Coro Juvenil do Choral Phydellius e a Orquestra de Pequenos Violinistas do Choral Phydellius.

CRCSA de Assentis

A prática do futebol em Assentis, em moldes amadores, remonta a 1950. A prática da modalidade nunca passou, durante largos tempos, de iniciativas de carácter popular, em torno de festas e outras celebrações da vida em comunidade. Nem a fundação do Centro Recreativo e Cultural de Santo António, em 1964, veio alterar este estado de coisas.

Contudo, em 1987, foi possível ao CRCSA de Assentis, finalmente, organizar uma equipa de futebol sénior para começar a competir oficialmente, e foi assim que Assentis entrou para a história do futebol distrital militando nas provas do Inatel.

Pouco depois, passou a disputar 2.ª divisão da AFS e chegou mesmo a atingir o escalão máximo do futebol distrital onde fez excelentes épocas, atendendo à sua dimensão e aos seus recursos. Pelo meio, conquistou dois títulos de campeão distrital da 2ª divisão em 2002/2003 e 2004/2005.

Actualmente, o clube possui escalões de escolinhas, escolas, iniciados e seniores, envolvendo cerca de uma centena de atletas. De realçar o exemplo dos vários órgãos directivos que têm passado pela colectividade que se tem caracterizado por um voluntarismo e dedicação que em tudo ultrapassa o tradicional papel do dirigente desportivo.

A “Rosita” de Moreiras Grandes

Rosa Carolina dos Santos Rodrigues Pena, ou “Rosita” como era conhecida em Moreiras Grandes, faleceu em 1997, com 88 anos de idade. A vida e o exemplo desta mulher está bem presente no espírito de todos os homens e mulheres da freguesia que a viu nascer. Não sendo médica ou enfermeira, deu assistência de enfermagem e medicamentosa aos mais humildes e pobres da terra, passando noites e noites à cabeceira dos seus doentes. Os mais pobres que passavam à sua porta, muitas vezes descalços, estavam condenados a entrar e a saborear uma sopa quente, que ela tinha sempre ali de prevenção, para o que desse e viesse. Sempre pronta a ajudar os mais desfavorecidos.

A irmã de Rosa Pena recebeu a condecoração e um outro familiar agradeceu o reconhecimento em nome de toda a família.

Leais & Oliveira, Lda

A história da Leais & Oliveira, Lda. teve início ainda em França na mente dos dois sócios fundadores como solução possível para concretizar o regresso definitivo à sua terra natal.

Assim, decidiram partir, no início de 1980, trazendo com eles na bagagem uma velha máquina de fabricar blocos de cimento e alguns moldes. Instalaram-se num pequeno terreno junto à casa de um dos sócios, onde iniciaram a aprendizagem no cimento. Em 1984, decidiram ampliar as instalações, comprando a propriedade onde está actualmente implantada a firma Leais & Oliveira, Lda.

No ano de 1986, admitiram mais um membro da família, também imigrante, formando então a sociedade que ainda hoje se mantém.

Actualmente, já possui um vasto palmarés, pois emprega trinta pessoas da região e é conhecida por todo o país pela qualidade dos seus produtos.

Ao longo de todos estes anos investiu os lucros no crescimento da empresa, conseguiu modernizar-se e resistir às “intempéries” da economia ousando ainda crescer, sobretudo na internacionalização.

Em Julho de 2008, conseguiu atingir um patamar importante com a obtenção do certificado de implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade NP EN ISO 9001:2000.

Depois de receber a medalha, Albertino Leal explicou que a empresa nasceu de um sonho que se tornou realidade. A concluir, deixou um recado para os jovens empresários: “É preciso fazer tudo para que o sonho se torne realidade”.

Fotos e texto Nuno Matos
2008-11-05

 
 
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